Itália declara alerta vermelho contra calor em 15 cidades

Número subirá para 16 nesta quarta-feira e para 17 na quinta

23 jun 2026 - 08h04
(atualizado às 08h31)

Ao menos 15 cidades da Itália amanheceram nesta terça-feira (23) em alerta vermelho para as altas temperaturas, em meio a uma onda de calor que atinge boa parte da Europa Ocidental.

Mulher caminha entre fontes em Gênova para se refrescar de calor
Mulher caminha entre fontes em Gênova para se refrescar de calor
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A lista inclui Ancona, Bolonha, Bolzano, Brescia, Florença, Frosinone, Milão, Perúgia, Pescara, Rieti, Roma, Turim, Veneza, Verona e Viterbo.

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Segundo o Ministério da cidade, o número de municípios em alerta vermelho subirá para 16 nesta quarta-feira (24), com o acréscimo de Latina, e para 17 na quinta (25), com a adição de Bari, de um total de 27 cidades monitoradas.

Esse é o último nível na escala de alarme do governo e prevê "possíveis efeitos negativos" do calor "em pessoas saudáveis e ativas, e não apenas em subgrupos de risco, como idosos, crianças muito pequenas e indivíduos afetados por doenças crônicas".

As temperaturas nesses locais devem passar dos 30ºC, enquanto a sensação térmica pode se aproximar dos 40ºC. Cidades como Milão e Turim já registraram apagões devido a um crescimento acentuado no uso de ar-condicionado, enquanto o serviço hospitalar de Parma contabiliza mais de mil atendimentos em três dias por causa do calor.

O governo da premiê Giorgia Meloni aprovou na última segunda um decreto que permite a redução das jornadas de trabalho devido às temperaturas elevadas ou que as empresas coloquem funcionários em licença remunerada.

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Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça que a atual onda de calor na Europa não é apenas um "fenômeno meteorológico", mas também uma "emergência sanitária". "Nossa região está vivendo o aquecimento mais rápido no mundo", disse Hans Kluge, diretor da OMS para o continente.

Segundo ele, o calor causou mais de 200 mil mortes na Europa nos últimos quatro anos, enquanto a mortalidade relacionada às altas temperaturas aumentou 30% em duas décadas.

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