Na primeira eleição legislativa após o início da guerra na Faixa de Gaza, Israel registrou a maior participação de eleitores desde 1973, com 44,9% dos votos até o início da tarde. Mais de 30 partidos disputam as 120 cadeiras do Parlamento em um pleito marcado por longas filas. A disputa polariza o atual premiê de direita Benjamin Netanyahu, que busca a reeleição, e o centrista Gadi Eisenkot, ex-chefe militar. O vencedor dependerá de alianças para formar a maioria e assumir o novo governo.
Até as 14h (horário local) desta terça-feira (27), 44,9% dos eleitores já haviam votado nas eleições legislativas em Israel, um recorde de participação para esse horário em mais de 50 anos.
"Batemos todos os recordes registrados pela Comissão Eleitoral desde 1973; Nunca houve dados como esse", disse o diretor-geral do órgão, Din Livne. Essa cifra representa mais de 3,29 milhões de eleitores.
As urnas foram abertas às 7h e serão fechadas às 22h (17h em Brasília). Mais de 30 partidos disputam as 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento unicameral de Israel, na primeira eleição no país desde os atentados terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixaram 1,2 mil mortos e deram início a uma guerra na Faixa de Gaza, com mais de 74 mil vítimas.
Muitos locais registram longas filas, e a Comissão Eleitoral já admite a hipótese de ampliar o horário de votação. Pesquisas de boca de urna devem ser divulgadas imediatamente após o fechamento das urnas, mas os resultados finais serão oficializados somente em 4 de novembro.
O sistema eleitoral em Israel é o proporcional puro, ou seja, cada partido obtém um número de cadeiras equivalente à votação obtida, com cláusula de barreira de 3,25%.
O premiê Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, de direita, busca a reeleição e tem como principal adversário o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Gadi Eisenkot, da legenda de centro Yashar. Independentemente do resultado, o vencedor terá de construir alianças para formar um governo.
"É um momento decisivo, sabemos o que está em jogo. Votem pelo futuro do Estado de Israel", disse Netanyahu em uma mensagem nas redes sociais. "Existe apenas um modo de conseguir mudança e substituir Netanyahu: o Yashar deve ser o maior partido de Israel. Estamos levando o país para um novo rumo", declarou Eisenkot. .