Um violento confronto no sul da Somália deixou dezenas de soldados mortos e cerca de 75 militantes do al-Shabaab abatidos, segundo o governo e testemunhas militares. A batalha ocorreu em Buurhakaba após extremistas atacarem tropas com carros-bomba, ferindo mais de 100 soldados levados a Mogadíscio. O ataque reflete a insurgência de quase duas décadas do grupo jihadista, que explora a instabilidade e a ausência de um poder central forte no país desde a queda do regime autocrático em 1991.
Dezenas de soldados somalis foram mortos em uma grande batalha contra o al-Shabaab no sul da Somália, segundo relataram dois soldados à Reuters, enquanto o Ministério da Defesa informou que as forças governamentais mataram cerca de 75 militantes.
O Ministério da Defesa da Somália disse que cerca de 75 militantes foram mortos e outros 56 ficaram feridos nos combates na área de Jameeco, no distrito de Buurhakaba. O comunicado não especificou quantos soldados foram mortos ou feridos.
A Somália, no Chifre da África, vem enfrentando uma insurgência de quase duas décadas liderada pelo al-Shabaab, que busca estabelecer seu próprio regime com base em uma interpretação rigorosa da lei Sharia.
O Ministério da Defesa informou que os militantes atacaram o Exército nacional usando veículos carregados com explosivos e que alguns veículos militares foram danificados.
Dois soldados disseram à Reuters que dezenas de soldados foram mortos na batalha.
Um dos soldados, que se identificou como Ahmed, afirmou ter ajudado a transportar 40 soldados mortos e mais de 100 feridos para hospitais na capital, Mogadíscio.
Outro soldado, chamado Farah, disse que os carros-bomba do al-Shabaab destruíram cinco veículos militares e estimou que dezenas de soldados foram mortos nas explosões.
A Somália vem enfrentando conflitos e disputas entre clãs, sem um governo central forte, desde a queda do governante autocrático Mohamed Siad Barre, em 1991.