Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel
Neste momento, quatro divisões do Exército de Israel operam entre o norte do país e o sul do Líbano diante da possibilidade de uma ação terrestre em larga escala em território libanês. A RFI tem acompanhado diariamente nas estradas o transporte de equipamentos militares israelenses que se destinam a esta região.
Conforme uma fonte de alto escalão militar de Israel informou à RFI, se a ofensiva militar se expandir, a ação pode chegar até o rio Litani, no Líbano, localizado a cerca de 25 quilômetros ao norte da fronteira entre os dois países.
Já em relação à guerra no Irã, Israel mudou as expectativas quanto ao prazo para o fim do conflito. Segundo uma fonte revelou à imprensa local, as autoridades israelenses avaliam que a guerra deve durar pelo menos mais um mês.
Ainda de acordo com essa fonte, Israel e Estados Unidos querem esgotar as possibilidades de provocar o colapso do regime iraniano.
Israel entende que, neste momento, há uma situação de caos no Irã e pretende aprofundar a desordem interna do governo para criar uma janela de oportunidade de forma a causar a mudança de regime.
A eliminação, nesta terça-feira, de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e uma das figuras mais influentes do Irã, e do general Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, em ataques aéreos noturnos em território iraniano, é vista dentro desse plano como uma vitória importante para a estratégia israelense.
'Batalha final vai começar em breve'
Na plataforma X (ex-Twitter), a conta em idioma persa do Mossad, o serviço de inteligência de Israel, publicou uma mensagem direcionada aos iranianos: "Sua batalha final vai começar em breve. Estamos com vocês no céu, na terra e nos nossos corações", diz o texto.
Apesar da expectativa de mais um mês de guerra por parte das autoridades de Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o conflito deverá terminar em breve, "mas não nesta semana".
Enquanto isso, segundo a agência de notícias Reuters, os países árabes do Golfo Pérsico que têm sido atacados pelo Irã pressionam o presidente norte-americano para que continue as ações contra o regime iraniano e até intensifique a pressão.
De acordo com a Reuters, a principal preocupação desses países é garantir que, ao fim da guerra, o Irã não mantenha a capacidade militar para ameaçá-los no futuro.