"Os esforços continuarão pelo tempo que for necessário", acrescenta o comunicado do gabinete de Netanyahu.
Pouco antes do início da operação, o braço armado do grupo islâmico palestino Hamas havia afirmado ter entregue aos mediadores do conflito "todos os detalhes e informações em sua posse sobre a localização do corpo do cativo".
"O inimigo está agora vasculhando um dos locais com base nas informações transmitidas pelas Brigadas Al‑Qassam aos mediadores", afirmou Abu Obeida, porta‑voz do Hamas, em seu canal no Telegram.
Entre as 251 pessoas sequestradas no ataque de 7 de outubro de 2023 — evento que desencadeou a guerra em Gaza — apenas o corpo de Ran Gvili, um policial israelense, permanece no território palestino. O Hamas afirmava até então ter dificuldade para localizar os restos mortais devido às destruições massivas em Gaza e à falta de equipamentos, enquanto Israel acusava o grupo de atrasar sua devolução.
Pressão dos EUA para reabrir a passagem de Rafah
Neste domingo, meios de comunicação israelenses informaram que emissários do presidente americano, Jared Kushner e Steve Witkoff, pressionaram Netanyahu para reabrir a passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, sem esperar a restituição dos restos mortais de Gvili.
A família de Ran Gvili apelou às autoridades israelenses para que não avancem para a fase 2 do plano americano para Gaza antes da devolução do corpo. "Pedimos que ele não seja esquecido, nem ignorado, nem deixado para trás", declarou a família em comunicado.
A reabertura de Rafah — ponto essencial de entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza — está prevista no acordo de cessar‑fogo em vigor desde 10 de outubro. No entanto, a passagem, controlada atualmente por forças israelenses, permanece fechada.
Embora a trégua tenha encerrado os bombardeios massivos israelenses em Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária, ambos os lados se acusam diariamente de violar os termos do acordo.
Com AFP