A Embaixada do Irã junto à Santa Sé negou nesta segunda-feira (26) a informação de que mais de 30 mil pessoas teriam morrido em decorrência da resposta das autoridades iranianas aos protestos ocorridos no país.
O número foi divulgado por diversos veículos de comunicação internacionais, mas foi classificado pela representação diplomática como falso.
"Uma grande mentira ao estilo [Adolf] Hitler: não era esse o número de vítimas que eles planejavam causar nas ruas do Irã? Eles falharam e agora estão tentando fazer parecer verdade na mídia", afirmou a sede diplomática do Irã no Vaticano, acrescentando que é "um comportamento verdadeiramente desprezível".
A nota não apresentou dados alternativos sobre o número de vítimas nem justificou as denúncias feitas por organizações de direitos humanos a respeito da repressão aos protestos.
O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã revelou que pelo menos 43 mil pessoas foram mortas nas manifestações contra o regime do país.
No final de dezembro, o Irã foi tomado por uma onda de manifestações populares motivada pela crise econômica e pela disparada da inflação, mas logo abarcou toda a insatisfação contra um sistema teocrático que governa a nação persa desde a Revolução Islâmica de 1979.
O governo iraniano reprimiu os participantes do protesto com violência, deixando milhares de mortos e ameaçando outros de pena de morte. Além disso, ordenou o bloqueio da internet em seu território. .