Irã e Omã continuam trabalhando em acordo sobre Estreito de Ormuz, diz fonte iraniana

26 ago 2026 - 12h01
(atualizado às 12h33)
Resumo
Irã e Omã avançam nas negociações para definir a divisão territorial e de receitas do Estreito de Ormuz, visando reabrir a rota estratégica para o comércio global de energia. Apesar do otimismo sobre a criação de um corredor seguro, Teerã adverte que a reabertura total depende do fim das sanções e do bloqueio dos Estados Unidos. Em contrapartida, Washington tenta obstruir a parceria e já ameaçou Omã contra a cooperação com o governo iraniano.

Irã e Omã ‌ainda estão trabalhando nos detalhes de um acordo sobre o Estreito de Ormuz, disse na quarta-feira uma fonte iraniana de alto escalão, depois que a Guarda Revolucionária do Irã informou que os dois países haviam chegado a um acordo sobre como dividir a via navegável e suas receitas.

O porta-voz da força de elite, ecoando ⁠a posição oficial de Teerã, também disse que o estreito não será aberto ‌a menos que os EUA atendam às condições de Teerã previstas em um acordo de cessar-fogo provisório firmado em junho, antes de ser desfeito. Essas condições ‌incluem o fim do bloqueio dos EUA aos portos ‌iranianos, indenização e a retirada das sanções.

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Irã e Omã mantêm negociações intermitentes ⁠há semanas sobre o controle do tráfego pelo estreito, que era responsável por um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início da guerra, em fevereiro.

Desde então, a maior parte do transporte marítimo foi interrompida, elevando os preços globais da energia, enquanto Teerã e Washington tentam afirmar o controle ‌sobre o canal, impondo bloqueios separados.

"Um acordo com Omã sobre o Estreito de Ormuz ‌ainda não foi finalizado", afirmou ⁠a fonte iraniana ⁠de alto escalão à Reuters, acrescentando que as negociações continuavam sobre os detalhes de um acordo.

Um ⁠porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ‌disse que Irã e Omã ‌tinham chegado a um acordo sobre suas partes no território e nas receitas.

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"O Estreito de Ormuz pertence ao Irã e ao país de Omã... Estamos em negociações com Omã há cerca de um mês e chegamos a ⁠resultados aceitáveis para ambas as partes", declarou Hossein Mohebbi segundo a mídia estatal iraniana.

"Nessas negociações, foram alcançados acordos sobre a participação de cada país nas águas do Estreito e a participação do Irã e Omã em suas receitas", acrescentou ele.

Não ficou imediatamente claro em que fase das ‌negociações os acordos foram alcançados. O Irã havia afirmado no início deste mês que um acordo sobre o estreito estava próximo.

Após as conversas na terça-feira entre ⁠Irã e Omã, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, disse que estava "otimista de que em breve anunciaremos um corredor temporário para o Estreito de Ormuz e medidas práticas para restaurar a navegação segura".

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O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu Omã contra a cooperação com o Irã, afirmando à Fox News em 17 de agosto: "Se Omã atrapalhar, vamos bombardeá-los."

A Guarda Revolucionária Islâmica acusou os Estados Unidos de tentar obstruir as negociações do Irã com Omã e afirmou que isso havia causado um atraso no acordo.

"Se os Estados Unidos pararem de obstruir e voltarem ao acordo, poderemos abrir o Estreito de Ormuz dentro da estrutura do acordo alcançado... Se os Estados Unidos não aceitarem nossas condições, o Estreito de Ormuz não será aberto sob nenhuma circunstância", disse Mohebbi.

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