Internado em Cuba, ex-deputado italiano passa por cirurgia e adia retorno

Alessandro Di Battista deveria ter voltado à Itália neste sábado (5)

5 set 2026 - 10h39
(atualizado às 11h51)
Resumo
O ex-deputado italiano Alessandro Di Battista adiou seu retorno à Itália após ser submetido a uma cirurgia em Havana, Cuba, onde está internado há mais de uma semana. Ex-líder do Movimento 5 Estrelas, o político de 48 anos sofreu um mal súbito enquanto produzia reportagens no país. A causa da operação não foi divulgada. Acompanhado por médicos locais e italianos, Di Battista aguarda uma nova data para ser transferido a seu país natal em um avião-ambulância.

O ex-deputado italiano Alessandro Di Battista, que está internado em Havana, capital de Cuba, há mais de uma semana, passou por uma cirurgia e teve de adiar o retorno a seu país, que estava previsto para este sábado (5).

Alessandro Di Battista está internado em Cuba desde 28 de agosto
Alessandro Di Battista está internado em Cuba desde 28 de agosto
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Ex-expoente do partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S), Di Battista, 48 anos, sofreu um mal súbito enquanto estava na ilha para produzir uma série de reportagens jornalísticas, porém a natureza do problema médico ainda não foi divulgada.

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"O retorno de Alessandro Di Battista foi adiado. Pedimos a todos que mantenham a máxima discrição e prudência na divulgação de informações, à espera de atualizações", diz um comunicado publicado pela associação Schierarsi (Tomar Partido, em tradução livre), fundada pelo próprio ex-parlamentar, no Instagram.

Di Battista foi hospitalizado na noite de 28 de agosto, em Santa Clara, e depois foi transferido para o hospital Hermanos Ameijeiras, o principal de Cuba, em Havana. Uma equipe do Hospital Policlínico Agostino Gemelli, de Roma, viajou ao país caribenho para acompanhar o caso ao lado dos médicos locais.

O retorno do ex-deputado à Itália estava sendo organizado com um avião-ambulância, com custos cobertos pela seguradora contratada por ele antes da viagem. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o tipo de cirurgia realizada nem o novo prazo previsto para a transferência.

Apelidado de "Che Guevara 5 Estrelas", Di Battista foi deputado entre 2013 e 2018 e uma das principais figuras do M5S no auge da popularidade do partido.

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No entanto, após a chegada do movimento ao governo, em 2018, passou a criticar as alianças com forças tradicionais da política italiana, primeiro com a direita e depois com a centro-esquerda. Em fevereiro de 2021, rompeu definitivamente com o M5S devido à decisão do partido de integrar o governo de união nacional liderado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi.

Desde então, perdeu espaço no debate político, mas manteve-se como uma voz ativa em prol de causas como o aumento dos investimentos em saúde pública, o fim do envio de armas à Ucrânia e o reconhecimento internacional da Palestina.

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