Homossexual diz ter sido agredido por 30 pessoas em praia na Itália

Agressão teria ocorrido após evento de coletivo LGBTQIA+ na Sardenha

18 ago 2026 - 15h08

Um promotor de eventos italiano relatou nesta terça-feira (18) ter sido espancado por um grupo de cerca de 30 pessoas na praia de Porto Istana, nas proximidades de Olbia, na Sardenha, por ser homossexual.

    Angelo Ratti, de 39 anos, contou às autoridades locais e nas redes sociais ainda que três amigos que tentaram ajudá-lo também foram agredidos.

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    O episódio teria ocorrido após um evento organizado pelo coletivo pró-LGBTQIA+ "Biscotto della Fortuna", conhecido na cena cultural milanesa. Na ocasião, o grupo foi alvo de uma agressão homofóbica por jovens locais, a maioria menor de idade, e teve seus equipamentos danificados.

    "Trinta contra um", declarou Ratti ao descrever o ataque, ocorrido pouco antes do feriado de Ferragosto.

    Segundo ele, a agressão aconteceu em três etapas. Primeiro, teria levado um soco e diversos golpes na cabeça. Depois, foi arrastado e imobilizado enquanto outras pessoas intervieram para ajudá-lo.

    Ratti relatou ainda que uma de suas amigas sofreu uma lesão nas costas. De acordo com ele, uma pessoa inclusive teria dito a ela que deveria agradecer por ser mulher, caso contrário receberia o mesmo tratamento.

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    Na sequência, o italiano disse ter sido levado para um local escuro e atingido na cabeça com uma pedra. O proprietário do estabelecimento próximo da área teria mandado o grupo recolher seus pertences e deixar o espaço usando um insulto homofóbico: "Peguem suas coisas e vão embora, seus bichas".

    O promotor de eventos contou que, quando recebeu atendimento, estava sangrando e relatou que os agressores haviam perguntado se ele era gay. Posteriormente, o pai de um menor que teria sido levado à delegacia entrou em contato com Ratti.

    De acordo com a vítima, a conversa inicialmente envolvia uma tentativa de acordo, mas depois teria evoluído para ataques e ameaças.

    Ratti descreveu o episódio como uma "emboscada" contra o coletivo, que havia realizado um evento à beira-mar durante uma parada entre compromissos na região.

    "Depois de um incidente como esse, não podíamos ficar de braços cruzados; tínhamos que tentar divulgar o ocorrido", concluiu.

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    O Biscotto della Fortuna, projeto voltado à promoção de encontros entre pessoas de diferentes culturas e origens, também possui eventos previstos em Helsinque e Berlim.

    Após o episódio, foi lançada uma campanha online para ajudar Ratti e os demais envolvidos com despesas médicas e jurídicas, além da reposição dos equipamentos danificados.

    A iniciativa afirma que cada contribuição representa uma forma de transformar a indignação em apoio às vítimas. O objetivo é também demonstrar solidariedade à comunidade LGBTQIA+ diante da violência relatada.

    Caso haja recursos excedentes após o pagamento das despesas, o dinheiro será destinado à associação Milano Checkpoint.

    Manifestações de solidariedade também foram divulgadas pela própria Milano Checkpoint e por grupos como os clubes Masada e Amelia.

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    Segundo relatos da imprensa, a Promotoria de Tempio Pausania abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da agressão. .

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