Um homem foi preso na Itália sob acusação de torturar a companheira por cerca de 12 horas durante uma prática sexual extrema. Segundo a vítima, que revogou o consentimento ao longo do ato, ela foi espancada, estrangulada, amarrada e atacada com armas improvisadas de choque e ar comprimido. O agressor alegou que palavras de segurança não foram usadas, mas a polícia apreendeu no imóvel itens de tortura e drogas, confirmando sinais de luta e lesões graves constatadas no hospital.
Uma mulher, cuja identidade não foi revelada, teria sido submetida a aproximadamente 12 horas de violência física e psicológica pelo próprio companheiro, na região de Chieri, nos arredores de Turim, na Itália.
O homem foi preso pelos carabineiros sob acusação de tortura, após pedido da promotoria e determinação da Justiça de Turim.
Segundo a reconstrução dos investigadores, as agressões ocorreram durante uma prática sexual extrema inicialmente consentida pelo casal, no contexto do BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo), mas que teria ultrapassado os limites acordados.
A vítima afirmou ter se oposto expressamente à violência e revogado o consentimento durante o episódio. Ela deu entrada no Hospital de Chieri, de ambulância, no dia 3 de outubro, mas o caso só veio a público nesta terça-feira (13).
A mulher apresentava ferimentos por todo o corpo, sinais de estrangulamento no pescoço e traumatismo facial. Quando chegou à unidade de saúde, ainda estava com abraçadeiras plásticas presas aos tornozelos.
De acordo com o relato prestado aos profissionais de saúde, o companheiro teria utilizado uma arma de choque improvisada e uma pistola de ar comprimido para atacá-la. Ela também teria sido espancada, estrangulada e imobilizada com abraçadeiras plásticas.
Após conseguir pedir ajuda pelo número de emergência, a mulher foi atendida, e os carabineiros da delegacia de Chieri iniciaram as investigações. Alertados pelos paramédicos, os agentes colheram o depoimento da vítima e foram até a residência do casal.
No local, encontraram o suspeito arrumando a casa, aparentemente sob efeito de drogas, segundo os investigadores. O imóvel estava desorganizado e apresentava sinais de luta.
Durante a busca, os policiais localizaram um dispositivo improvisado fixado à parede que, segundo o próprio homem, teria sido utilizado para suspender a companheira pelos pulsos.
Também foram apreendidos um aparelho de choque elétrico feito a partir de um mata-mosquitos modificado, uma pistola de gás com diversas munições e instrumentos destinados a práticas sexuais extremas, alguns equipados com pontas de metal e correntes.
Vestígios de cocaína e heroína também foram encontrados no apartamento. Segundo fontes informadas sobre o caso, as substâncias teriam sido consumidas pelo casal.
Em seu relato, o suspeito afirmou que os dois haviam combinado palavras de segurança que deveriam interromper a atividade sexual caso fossem pronunciadas pela mulher. De acordo com ele, essas palavras não teriam sido utilizadas durante o episódio.
A versão apresentada pela vítima, porém, é diferente. Ela declarou que se opôs expressamente à violência e retirou o consentimento que havia concedido inicialmente para a prática sexual.