O Papa Leão XIV celebrou nesta quarta-feira, 10, em Barcelona, na Espanha, uma missa na basílica da Sagrada Família, um dos cartões-postais mais conhecidos da capital catalã e um dos pontos turísticos mais famosos da Europa. Leão XIV é o terceiro pontífice a visitar o templo, depois de João Paulo II em 1982 e Bento XVI em 2010.
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Com uma altura de 172,5 metros, a basílica conquistou o título de igreja mais alta do mundo. O título pertencia até outubro de 2025 à Catedral de Ulm, na Alemanha, de 161,5 metros.
Embora tenha conseguido o reconhecimento somente no ano passado, a história da basílica da Sagrada Família começou há quase um século e meio, em 19 de março de 1882, quando a pedra fundamental foi colocada, embora as obras só fossem começar de fato no ano seguinte.
O projeto, inicialmente concebido pelo arquiteto diocesano Francisco de Paula del Villar, seguia as diretrizes neogóticas: janelas ogivais, contrafortes, arcobotantes e uma torre sineira pontiaguda. Divergências sobre o custo dos materiais, no entanto, levaram à substituição de del Villar, em 1883, por Antoni Gaudí.
Antoni Gaudí, profundamente ambicioso e devoto católico, não esperava viver para ver a Sagrada Família completa. Ele modificou completamente o projeto e idealizou a Sagrada Família como a conhecemos hoje. O arquiteto se tornou um dos mais conhecidos da história, e o principal nome do modernismo catalão.
Apenas uma de suas torres estava de pé quando ele morreu de forma trágica em 1926, após ser atropelado por um bonde ao atravessar uma rua de Barcelona. Atualmente, a diocese catalã está empenhada na beatificação de Gaudí, apelidado de "arquiteto de Deus".
Após a morte de Gaudí, as obras da Sagrada Família prosseguiram, mas a construção foi comprometida durante a Guerra Civil Espanhola, em 1936, quando projetos originais foram destruídos por grupos anarquistas. Plantas e fotografias foram queimadas, e os modelos de gesso de Gaudí, destruídos.
Foi somente a partir de 1939, sob a direção de Francesc de Paula Quintana, que as obras foram retomadas. Cinco gerações já haviam acompanhado o avanço da construção quando, em 2005, a Fachada da Natividade e a cripta foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco.
As obras nas fachadas e no interior da igreja ainda continuarão por anos. A conclusão total está prevista apenas para a próxima década, de acordo com autoridades da igreja, superando 150 anos para a conclusão.
A construção da igreja é financiada exclusivamente por doações e especialmente por taxas de entrada. No ano passado, 4,9 milhões de pessoas visitaram o local.
Quando concluída, a Sagrada Família contará com 18 torres dedicadas a figuras centrais do cristianismo, incluindo apóstolos, a Virgem Maria e Jesus Cristo. (*Com informações do DW e agências internacionais)