Governo Trump retoma tentativa na Suprema Corte dos EUA para limitar voto por correio

6 set 2026 - 14h19
Resumo
O governo Trump recorreu à Suprema Corte dos EUA para tentar validar restrições ao voto por correio antes das eleições de novembro, após a Justiça federal bloquear a medida. A regra exige códigos de barras e envio de listas de eleitores pelos estados ao Serviço Postal, permitindo a recusa de cédulas fora do padrão. A gestão alega risco de caos eleitoral com o bloqueio, enquanto estados já iniciaram a distribuição das cédulas. A Corte deu prazo até quarta-feira para manifestações sobre o caso.

O governo Trump renovou neste ‌domingo seu recurso à Suprema Corte dos Estados Unidos para limitar o voto por correspondência antes das eleições para o Congresso, em novembro, depois que um juiz federal bloqueou essas restrições na semana passada.

Advogados do governo Trump entraram com um pedido de medida cautelar na Suprema Corte do ⁠país para permitir que o Serviço Postal dos EUA (USPS) implemente uma regra que ‌restrinja o voto por correspondência, ainda que alguns Estados norte-americanos já tenham começado a enviar cédulas eleitorais pelo correio antes das eleições de ‌meio de mandato, em 3 de novembro.

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A juíza ‌federal Indira Talwani, de Boston, prorrogou na sexta-feira a proibição ⁠que impede a nova regra de entrar em vigor.

A decisão final sobre se as restrições ao voto por correspondência impostas pelo governo podem prosseguir provavelmente cabe agora à Suprema Corte.

O procurador-geral adjunto John Sauer, representando o governo Trump, instou a Suprema Corte a permitir que a regra entre em vigor ‌imediatamente, alertando que cada dia em que a liminar do tribunal de primeira ‌instância permanecer em vigor "corre ⁠o risco de ⁠semear confusão e caos", à medida que mais Estados emitem cédulas eleitorais pelo correio.

A juíza ⁠da Suprema Corte Ketanji Brown Jackson ‌estabeleceu o prazo até ‌quarta-feira para respostas ao pedido do governo Trump.

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O governo havia apresentado anteriormente um pedido de emergência à Suprema Corte para revogar a liminar de curto prazo concedida pela juíza Talwani. Antes que a Suprema ⁠Corte se pronunciasse sobre esse pedido, ela prorrogou a liminar na sexta-feira, o que levou à nova petição do governo neste domingo.

Trump vem há anos pedindo restrições ao voto por correspondência, em meio a falsas alegações de que sua derrota na eleição ‌presidencial de 2020 foi resultado de uma fraude eleitoral generalizada.

De acordo com a norma, os Estados devem fornecer ao USPS listas dos destinatários das ⁠cédulas eleitorais enviadas pelo correio, e todos os envelopes de envio e devolução das cédulas devem conter códigos de barras exclusivos. A norma permite que o USPS se recuse a entregar cédulas que não estejam em conformidade com os novos padrões ou que estejam associadas a eleitores que não constem nas listas.

Todos os Estados dos EUA permitem alguma forma de votação por correspondência. Vinte e nove Estados permitem que os eleitores solicitem o voto por correspondência sem precisar apresentar um motivo, e oito realizam eleições inteiramente por correspondência.

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A Carolina do Norte tornou-se na sexta-feira o primeiro Estado a enviar cédulas pelo correio para as eleições de novembro.

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