Governo Trump diz ter revogado mais de 300 mil vistos

20 out 2026 - 20h12
Resumo
O governo Trump revogou mais de 300 mil vistos em seu segundo mandato, intensificando a repressão à imigração por razões de segurança interna. A medida inclui monitoramento em redes sociais e punições a manifestantes pró-Palestina ou críticos ao governo. Enquanto autoridades afirmam tolerância zero contra fraudes e ameaças, defensores de direitos humanos denunciam perseguição ideológica, restrições à imigração legal e violações ao devido processo contra minorias étnicas e estrangeiros.

O governo do ‌presidente Donald Trump revogou mais de 300 mil vistos dos Estados Unidos durante seu segundo mandato, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira, enquanto o governo federal dá continuidade à sua ampla ofensiva contra a imigração.

O número revelou uma aceleração no ⁠ritmo das revogações de vistos nas últimas semanas.

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Em uma atualização divulgada ‌em 10 de agosto, o Departamento de Estado havia estimado o número de revogações de vistos desde o início ‌do atual mandato de Trump, em janeiro ‌de 2025, em mais de 175 mil.

Trump afirma que ⁠sua repressão à imigração e a campanha de deportações visam melhorar a segurança interna. Defensores dos direitos humanos afirmam que a repressão violou o devido processo legal e os direitos à liberdade de expressão, além de ter criado um ambiente inseguro, ‌especialmente para as minorias étnicas, que têm manifestado preocupações com o ‌perfilamento racial.

Ao anunciar ⁠o número mais ⁠recente no X, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse ⁠que o governo Trump "revogou ‌mais vistos em um ritmo ‌mais rápido do que qualquer outro governo na história".

Pigott afirmou que o governo tem "tolerância zero para com estrangeiros que estão aqui com visto e que infringem a lei, ⁠cometem fraudes ou prejudicam nossa segurança nacional".

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Entre as revogações de vistos particularmente condenadas por defensores dos direitos humanos estão as de manifestantes estrangeiros pró-palestinos que protestavam contra os ataques de Israel — aliado dos EUA — a ‌Gaza e as de estrangeiros por causa de comentários nas redes sociais sobre o assassinato do comentarista conservador Charlie Kirk.

Além ⁠das tentativas de deportar manifestantes estrangeiros, o governo Trump intensificou a fiscalização nas redes sociais de imigrantes e requerentes de visto.

Defensores dos direitos humanos afirmam que o governo tem invocado razões de segurança nacional para perseguir críticos e usado casos isolados de fraude para atingir amplamente comunidades de imigrantes, como a comunidade somali-americana em Minnesota.

Embora Trump tenha feito campanha em 2024 com a promessa de coibir a imigração ilegal, seu governo também tornou a imigração legal mais difícil — por exemplo, ao impor taxas onerosas para certos vistos de trabalho.

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