O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a estimativa de crescimento do produto interno bruto (PIB) da Itália para 2026, em meio a preocupações com riscos geopolíticos e novas tensões comerciais no mundo.
De acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (19), a economia italiana deve avançar 0,7% neste ano, 0,1 ponto percentual a menos que a estimativa anterior, publicada em outubro de 2025.
Por outro lado, o FMI elevou de 0,6% para 0,7% a projeção para o PIB da Itália referente a 2027.
Já o produto interno bruto global deve crescer 3,3% em 2026 e 3,2% no ano que vem, em linha com a expansão de 3,3% registrada em 2025 e com uma leve correção para cima (+0,2 ponto) em relação à perspectiva anterior para este ano.
Segundo o relatório, o choque das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi compensado pelo forte aumento dos investimentos em tecnologia, sobretudo em inteligência artificial, mas os perigos permanecem.
"É evidente que os riscos geopolíticos e o aumento das tensões comerciais representam um dos principais riscos para a economia global", afirmou o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.
De acordo com ele, as projeções "se baseiam na premissa de que os níveis tarifários permanecerão inalterados", ou seja, ainda não levam em conta os potenciais efeitos do tarifaço anunciado por Trump contra os países que demonstraram apoio à Groenlândia diante das ameaças dos EUA.