Ucrânia lança centenas de drones contra a Rússia em último dia de fórum econômico

A Ucrânia lançou centenas de drones contra a Rússia neste sábado (6), muitos na região de São Petersburgo, onde ocorre o último dia do fórum econômico mais importante do país. Este é o segundo ataque ucraniano contra a cidade em menos de uma semana.

6 jun 2026 - 14h24

Os ataques deixaram pelo menos um morto e provocaram o incêndio de um depósito de petróleo no sul do país. Segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas antiaéreas interceptaram, no sábado, um total de 376 drones "sobre as regiões de Belgorod, Briansk, Kaluga, Kursk, Leningrado, Novgorod, Oriol, Pskov, Rostov, Riazan, Smolensk, Tver e Tula, a região de Moscou, a República da Crimeia, a República da Abkházia e sobre as águas dos mares de Azov e Negro".

Tela mostra Putin durante sessão do Fórum Econômico de São Petersburgo, em 5 de junho de 2026.
Tela mostra Putin durante sessão do Fórum Econômico de São Petersburgo, em 5 de junho de 2026.
Foto: © Olga Maltseva / AFP / RFI

Mais de 140 drones foram derrubados na região de Leningrado, que fica ao redor de São Petersburgo, segundo o governador Aleksandr Drozdenko. O governador da cidade, Aleksandr Beglov, pediu aos moradores que permanecessem em casa durante o ataque.

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"As defesas antiaéreas russas evitaram qualquer dano. O estado dos três feridos é considerado leve, e eles receberam alta", declarou. O SBU afirmou que foram atacadas a base naval de Kronstadt, assim como "o 15º Arsenal da Marinha russa na região de Leningrado".

Na cidade de Ust-Labinsk, no sul da Rússia, drones provocaram um incêndio em um depósito de petróleo. Na região ocidental de Tver, destroços de um drone mataram um homem, segundo autoridades locais. Rússia e Ucrânia intensificaram os ataques com drones nos últimos meses.

Os esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos para encerrar a guerra, iniciada em 2022, seguem sem avanços. Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou a proposta de se reunir com seu Volodymyr Zelenski, que o acusou de escolher "novamente a guerra".

'Resposta justa'

Zelenski descreveu os ataques como uma "resposta justa" à agressão russa contra a Ucrânia."É hora de terminar esta guerra. Mas o dirigente da Rússia quer seguir lutando. Por isso, as sanções ucranianas contra esta agressão estão funcionando", declarou no X. Os ataques ocorrem um dia depois de Putin se negar a se reunir com Zelenski.

Na sexta-feira, durante o Fórum Econômico de São Petersburgo (SPIEF), evento conhecido como o "Davos russo", Putin disse que não via "sentido" em se reunir com o líder ucraniano. "Putin perdeu sua oportunidade de sair de sua guerra fracassada", reagiu, neste sábado, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga.

A Rússia retomou os ataques contra a Ucrânia neste sábado. Um drone russo matou um homem de 64 anos na região de Mykolaiv, no sul, enquanto um ataque na região vizinha de Zaporíjia feriu um menino de 10 anos e o pai dele, segundo as autoridades regionais.

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Na mesma região, autoridades encontraram os corpos de dois homens que estavam desaparecidos, segundo o governador regional, Ivan Fedorov. Em Dnipropetrovsk, no centro, ataques com drones e artilharia russa mataram uma pessoa e deixaram outras três feridas, informou pelo Telegram o governador regional Oleksandr Ganzha.

Centenas de milhares de pessoas morreram desde o início da ofensiva na Ucrânia, em fevereiro de 2022, que a Rússia denomina de "operação militar especial". Diversas áreas do leste e do sul da Ucrânia foram destruídas, e milhões de pessoas foram deslocadas de suas casas na campanha de quatro anos que tinha como objetivo a queda do governo de Kiev.

Com agências

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