François Hume-Ferkatadji, enviado especial da RFI a Fnideq
Nenhum movimento de chegada massiva foi registrado, até agora, na cidade marroquina de Fnideq, fronteira com o enclave espanhol de Ceuta, neste sábado, 15 de agosto.
Vigiada de perto pelas forças de segurança, a cidade vem sendo, desde sexta‑feira (14), palco de numerosos controles realizados por agentes à paisana, que detêm jovens considerados suspeitos para submetê‑los a interrogatórios ou procedimentos de afastamento. Enquanto botes da polícia também patrulham a área marítima, o Marrocos anunciou ter construído uma nova linha de arame farpado nas proximidades do posto fronteiriço.
Do lado marroquino, vários serviços de segurança participam da operação. Bem documentado, esse dispositivo de segurança também aparece em inúmeras imagens transmitidas pelas emissoras de televisão marroquinas, com o objetivo de dissuadir possíveis tentativas de partida.
Muitos jovens que haviam conseguido chegar a Ceuta no fim de julho também constataram que o enclave espanhol não era um meio eficaz de alcançar a Europa. Quanto aos menores marroquinos que permanecem no local, Rabat vem pedindo a Madri, há alguns dias, que acelere o retorno deles ao país. Estima‑se que entre três mil e cinco mil jovens estejam atualmente na cidade espanhola.