Pelo menos 98 voos foram cancelados durante o fim de semana, sendo 47 no sábado (15) e 51 no domingo (16), o que representa mais da metade das operações previstas. O sindicato afirma que cerca de 68% dos 340 tripulantes escalados para trabalhar no fim de semana aderiram à paralisação. A situação é particularmente crítica na base de Lyon, sudeste da França, onde a adesão à greve chegou a 80%.
Segundo a empresa, os cancelamentos foram feitos antecipadamente para permitir que os passageiros encontrassem alternativas de viagem, incluindo a possibilidade de transferência gratuita para outros voos.
A principal reivindicação dos grevistas é a estabilidade dos horários de trabalho. Segundo representantes dos trabalhadores, alguns comissários chegam a enfrentar entre 50 e 60 alterações de escala por semana. Os sindicatos afirmam que mudanças de programação comunicadas apenas 24 ou 48 horas antes dos voos dificultam a organização da vida pessoal e familiar.
A EasyJet classificou a greve como uma ação "oportunista" por ocorrer durante o movimentado fim de semana do feriado de 15 de agosto, em pleno verão europeu, e informou que novas negociações com os sindicatos estão previstas para setembro.
Uma greve anterior, realizada durante o feriado de Páscoa em abril, teve impacto limitado. Na ocasião, sindicatos acusaram a empresa de oferecer bônus de até € 700 (R$ 4.230) a funcionários que aceitassem trabalhar durante a paralisação. A EasyJet não repetiu a estratégia neste fim de semana.
A França é um dos principais mercados da companhia britânica e a EasyJet é atualmente a segunda maior empresa aérea do país em número de passageiros, atrás apenas da Air France.
RFI com AFP