Ao desembarcar nos países do espaço Schengen, de livre circulação no bloco, os passageiros de fora da União Europeia, com ou sem visto, agora devem escanear o documento em um totem de autoatendimento. O procedimento permite o registro de dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial.
Depois disso, os viajantes passam pelos agentes de imigração. Este novo sistema visa modernizar e agilizar os controles fronteiriços, prevenir a imigração irregular e reforçar a segurança na UE, segundo a Comissão Europeia. As únicas exceções são para a Irlanda e Chipre.
A implementação do controle automatizado das fronteiras começou de forma gradual em outubro de 2025. Nesta sexta-feira, o órgão informou que desde o início da implementação do sistema, mais de 27.000 pessoas tiveram a entrada recusada no bloco, incluindo 700 consideradas uma ameaça à segurança.
"Desde a sua introdução, foram registadas mais de 52 milhões de entradas e saídas", indicou a comissão, saudando a implementação completa do mecanismo.
70 segundos para passar o passaporte
Graças à automatização, "o registo de um viajante demora, em média, apenas 70 segundos, o que é um período de tempo muito curto", observou também a instituição.
Substituindo os carimbos manuais, o novo sistema registra os dados de contato e os dados biométricos dos viajantes e as suas datas de entrada e saída, o que permite às autoridades monitorar as permanências ilegais e as recusas de entrada na UE. A medida aplica-se a cidadãos de países terceiros, ou seja, de fora dos 27 Estados-Membros da União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
No final de 2026, entrará também em vigor na União Europeia o ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem.
Com AFP