Valérie Gas, enviada especial da RFI a Aveyron
Para tentar se diferenciar desde o início, Gabriel Attal escolheu um pequeno vilarejo do sul da França, com cerca de 700 habitantes, para pronunciar palavras decisivas para quem aspira sentar na principal cadeira do Palácio do Eliseu em 2027: "Decidi ser candidato à presidência da República", anunciou.
Mais do que o discurso, a imagem e o simbolismo marcaram o momento: Gabriel Attal em uma praça ensolarada, cercado por uma centena de moradores e alguns representantes do partido Renascimento (Renaissance), após meia hora de conversa com cidadãos sobre problemas do dia a dia. Essa cena deve simbolizar sua entrada na corrida presidencial.
O objetivo era contrastar com outros nomes: Édouard Philippe anunciou sua candidatura em entrevista à imprensa escrita, enquanto Bruno Retailleau optou por uma declaração nas redes sociais antes de falar a um telejornal.
A escolha do local também carrega uma mensagem política. Attal buscou demonstrar que, ao contrário do que dizem seus adversários, o Renascimento tem presença além da capital. O partido conquistou algumas vitórias municipais em Aveyron, o que ajudou a justificar a escolha de um território rural, distante de Paris.
Agora, resta convencer os eleitores de que o conteúdo acompanhará a forma. Esse será o desafio da campanha, que começa oficialmente. Segundo aliados de Gabriel Attal, a campanha será conduzida "a todo vapor".