Um total de 11 candidatos, um número recorde, disputa o cargo de chefe de Estado. António José Seguro aparece com um resultado estimado entre 30% e 35%, de acordo com a projeção de boca de urna realizada pelo Cesop, da Universidade Católica Portuguesa. André Ventura vem em segundo lugar, com 20% a 24%, seguido do liberal João Cotrim Figueiredo, com percentuais entre 17% e 21%.
Esses resultados parciais ainda não permitem afirmar se o socialista disputará o segundo turno do pleito com o líder da extrema direita ou com o liberal.
O presidente português não tem poderes executivos, mas pode ser chamado a desempenhar um papel de árbitro em caso de crise, já que tem o direito de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas. O vencedor substituirá o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, eleito duas vezes no primeiro turno.
Nos últimos 40 anos, o Partido Social Democrata e o Partido Socialista vinham se alternando no poder, mas com a ascensão do partido populista Chega, que se tornou a segunda força política do país, as perspectivas mudaram.
Favorito nas pesquisas deste ano, Ventura também disputou as eleições presidenciais de 2021, quando obteve 11,9% dos votos e terminou na terceira posição. Desde então, seu partido não parou de crescer, até alcançar 22,8% dos votos e 60 deputados nas legislativas de maio passado, superando o Partido Socialista como principal força da oposição ao governo do conservador Luís Montenegro.
Seguro, o candidato socialista de 63 anos, apresentou-se como um nome integrador e moderado, defensor da democracia e dos serviços públicos. "Chamo todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a concentrarem seus votos na nossa candidatura", declarou no último dia de campanha.
O segundo turno será disputado em 8 de fevereiro.