Eleição presidencial portuguesa: socialista sai na frente e líder da extrema direita segue com chances para 2° turno

Portugal foi às urnas neste domingo (18) para escolher seu novo presidente, em um pleito marcado pelo desempenho do partido Chega, da extrema direita, como principal força da oposição no país. No entanto, os primeiros resultados divulgados às 20h no horário local (17h em Brasília) apontam a liderança do candidato socialista António José Seguro, à frente do chefe do Chega, André Ventura, na disputa pelo segundo turno. Mas o liberal João Cotrim Figueiredo ainda não foi eliminado do páreo.

18 jan 2026 - 17h34

Um total de 11 candidatos, um número recorde, disputa o cargo de chefe de Estado. António José Seguro aparece com um resultado estimado entre 30% e 35%, de acordo com a projeção de boca de urna realizada pelo Cesop, da Universidade Católica Portuguesa. André Ventura vem em segundo lugar, com 20% a 24%, seguido do liberal João Cotrim Figueiredo, com percentuais entre 17% e 21%.

Esses resultados parciais ainda não permitem afirmar se o socialista disputará o segundo turno do pleito com o líder da extrema direita ou com o liberal.

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O presidente português não tem poderes executivos, mas pode ser chamado a desempenhar um papel de árbitro em caso de crise, já que tem o direito de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas. O vencedor substituirá o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, eleito duas vezes no primeiro turno.

Nos últimos 40 anos, o Partido Social Democrata e o Partido Socialista vinham se alternando no poder, mas com a ascensão do partido populista Chega, que se tornou a segunda força política do país, as perspectivas mudaram. 

Favorito nas pesquisas deste ano, Ventura também disputou as eleições presidenciais de 2021, quando obteve 11,9% dos votos e terminou na terceira posição. Desde então, seu partido não parou de crescer, até alcançar 22,8% dos votos e 60 deputados nas legislativas de maio passado, superando o Partido Socialista como principal força da oposição ao governo do conservador Luís Montenegro.

Seguro, o candidato socialista de 63 anos, apresentou-se como um nome integrador e moderado, defensor da democracia e dos serviços públicos. "Chamo todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a concentrarem seus votos na nossa candidatura", declarou no último dia de campanha.

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O segundo turno será disputado em 8 de fevereiro.

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