As duas migrantes estavam em uma pequena embarcação inflável que transportava "cerca de 82 pessoas", informou o secretário geral da prefeitura de Pas-de-Calais, Christophe Marx, durante uma coletiva de imprensa nas instalações da polícia de fronteira de Coquelles, em Pas-de-Calais.
"O barco encalhou na praia", declarou ele, acrescentando que as vítimas foram encontradas "já sem vida dentro do barco".
As duas mulheres teriam cerca de vinte anos e seriam de origem sudanesa, detalhou Christophe Marx, ressaltando, no entanto, que "a investigação e os depoimentos que ainda serão realizados permitirão determinar a nacionalidade das duas pessoas".
A embarcação partiu na noite de sábado para domingo da praia de Hardelot com destino ao Reino Unido, mas "o motor não funcionou" e o barco começou a derivar no Canal da Mancha, explicou Marx.
"Dezessete pessoas foram resgatadas" no mar por um navio de salvamento da guarda costeira e "levadas ao porto de Boulogne-sur-Mer". A embarcação improvisada acabou encalhando na praia, ainda com 65 pessoas a bordo.
Feridos graves
Treze pessoas em estado de emergência relativa e outras três em estado de emergência absoluta, entre elas vítimas de queimaduras, "foram encaminhadas ao hospital".
Elas "estão sendo atendidas e serão ouvidas pela polícia de fronteira para determinar quem são os responsáveis por essa travessia", acrescentou o secretário geral da prefeitura.
Este é o terceiro drama desse tipo em pouco mais de um mês na fronteira franco-britânica. Em 1º de abril, dois migrantes morreram ao largo de Gravelines, no departamento de Nord, ao tentar chegar ao Reino Unido. Em 9 de abril, outras quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, morreram afogadas na região de Equihen-Plage, em Pas-de-Calais.
Um novo acordo trienal franco-britânico destinado a conter as travessias clandestinas do canal da Mancha foi assinado em 23 de abril, prevendo um aumento da contribuição financeira do Reino Unido.
Em 2025, ao menos 29 migrantes morreram no mar na região, segundo um levantamento da AFP com base em fontes oficiais francesas e britânicas.
Com AFP