Zelensky afirmou que pretende "fortalecer o sistema de contratos dentro das forças de defesa", para que "os termos de serviço sejam claramente definidos e, a partir deste ano, a desmobilização gradual se torne possível para aqueles que foram mobilizados anteriormente".
Ele não deu mais detalhes sobre a medida, que vem sendo amplamente reivindicada, já que a legislação atual só permite a desmobilização após o fim da lei marcial, em vigor desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
O presidente ucraniano também defendeu um aumento significativo nos salários. "O nível mínimo deve ser de pelo menos 30.000 hryvnias (aproximadamente R$ 3.400) para cargos não combatentes", afirmou. Atualmente, o valor é de 20.000 hryvnias (cerca de R$ 2.300), segundo dados do Ministério da Defesa.
Segundo Zelensky, para combatentes a remuneração deve ser maior, com pagamentos mensais entre 250.000 e 400.000 hryvnias na infantaria (entre R$ 28.400 e R$ 45.500).
Atualmente, um soldado que combate na linha de frente durante um mês recebe um adicional de 170.000 hryvnias (R$ 19.176).
Novos recrutamentos
Os detalhes da reforma devem ser finalizados em maio, e os primeiros resultados são esperados para junho, afirmou Zelensky.
Após mais de quatro anos de guerra e milhares de mortos, as forças ucranianas buscam novos métodos de recrutamento.
Hoje, quase todos os novos soldados são mobilizados, um tema sensível no país, já que muitos ucranianos consideram o sistema, marcado por escândalos, injusto, corrupto e ineficiente.
As autoridades já tentaram diversas medidas para incentivar o recrutamento, como contratos com incentivos financeiros para jovens entre 18 e 24 anos e a abertura de escritórios de recrutamento para ucranianos no exterior, mas sem alcançar o efeito desejado.
Com AFP