O número recorde contabiliza as mortes relacionadas às altas temperaturas estimadas até 9 de agosto. As ondas de calor estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes devido às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.
A marca anterior de 8,9 mil óbitos, registrada em 2018, foi superada faltando ainda um mês para o início do outono na Alemanha, nação mais populosa da União Europeia, com 82 milhões de habitantes.
De acordo com o RKI, 9,6 mil das 14 mil mortes totais deste ano ocorreram durante a semana de 22 a 28 de junho, quando o calor foi mais intenso no país. Temperaturas recordes foram registradas nesse período, ultrapassando 41°C em alguns locais.
Assim como em outras nações europeias, as pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas na Alemanha, observou o Instituto Robert Koch em seu relatório semanal.
Situação de França e Espanha
Nesta quinta-feira, a Espanha também divulgou dados sobre mortes relacionadas ao calor, contabilizando 4,5 mil. A França, que também sofreu com o clima extremo recentemente, registrou 7,3 mil, segundo dados divulgados na quarta-feira (19).
O balanço de óbitos ligados às altas temperaturas é calculado utilizando métodos estatísticos que comparam o número de mortes ocorridas durante as semanas de verão com e sem ondas de calor.
Essa abordagem é necessária porque o calor intenso não pode ser listado como causa do óbito nas certidões e, consequentemente, não aparece nas estatísticas.
Na maioria dos casos, a morte resulta de uma combinação de altas temperaturas e condições preexistentes, como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais. Por esse motivo, elas são classificadas como "mortes relacionadas ao calor".
Com AFP