Os Estados Unidos realizaram novos ataques no Irã contra uma instalação militar de Teerã, que "ameaçava tropas e navios mercantes". A informação foi confirmada nesta quinta-feira (28) por um funcionário americano.
"Hoje, as forças do Comando Central dos EUA abateram quatro drones de ataque iranianos que representavam uma ameaça na área do Estreito de Ormuz", disse o oficial, em anonimato, à AFP.
"As forças americanas também atacaram uma estação de controle terrestre iraniana em Bandar Abbas, que estava prestes a lançar um quinto drone", acrescentou o funcionário de Washington.
Os novos ataques ocorrem poucos dias depois de militares do governo de Donald Trump terem bombardeado outras bases militares de Teerã na mesma área, em uma ação que as autoridades americanas descreveram como de "autodefesa".
Segundo o oficial dos EUA, as mais recentes ações foram "puramente defensivas e com o objetivo de manter o cessar-fogo".
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã, citada pela TV estatal Irib, anunciou hoje que seus militares atingiram uma base americana.
Já o Ministério das Relações Exteriores do país persa condenou o que chamou de "violações dos EUA" em meio à trégua vigente entre as partes, que buscam um acordo para o fim do conflito.
O Irã "tomará todas as medidas necessárias para defender sua soberania nacional", declarou o porta-voz da pasta, Esmail Baghaei, recriminando a "retórica ameaçadora de autoridades americanas contra o Irã e vários países da região".
Em meio aos bombardeios, os EUA também têm aplicado sanções à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão iraniano criado para gerenciar os pedidos de trânsito pelo Estreito de Ormuz.
"O Departamento do Tesouro está mantendo a pressão máxima sobre o Irã", afirmou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.