Pela primeira vez em 20 anos, os EUA retiraram a Venezuela da lista de nações que falham no combate ao narcotráfico. A decisão de Donald Trump reflete a cooperação com o governo interino de Delcy Rodríguez após a destituição de Nicolás Maduro. Trump também sinalizou que pode retirar a Colômbia da lista caso o novo presidente, Abelardo De La Espriella, avance na erradicação da coca. Apesar da mudança de status, ambos os países continuam classificados como grandes produtores ou rotas do tráfico.
Os Estados Unidos retiraram a Venezuela de sua lista de países que não conseguiram combater de forma comprovada o tráfico de drogas pela primeira vez em mais de 20 anos, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, acrescentando que pode considerar a retirada da vizinha Colômbia.
A determinação presidencial de Trump publicada pelo Departamento de Estado afirma que a destituição e prisão do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, e a cooperação com o governo interino do país, liderado pela ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, estão rendendo frutos, inclusive com a morte do líder do "Tren de Aragua", conhecido como "Niño Guerrero". A Venezuela figura desde 2005 na lista de países que falharam no combate ao tráfico de drogas.
"Decidi que a Venezuela não deve mais ser designada como tendo falhado comprovadamente em cumprir seus compromissos de controle de drogas. Espero ver progresso contínuo e mensurável por parte do governo interino no desmantelamento de grupos narcoterroristas e na interrupção do tráfico de drogas através da Venezuela", afirmou.
"A Colômbia está pronta para retomar seu lugar como nosso principal parceiro de segurança no hemisfério" após a eleição do presidente Abelardo De La Espriella, acrescentou Trump.
"Se, como esperado, a Colômbia avançar na erradicação agressiva da coca e no desmantelamento de suas redes narcoterroristas ao longo do próximo ano, considerarei retirar o status de 'falha comprovada' do país."
A Colômbia foi designada no ano passado por Trump por não ter combatido a produção de cocaína, em meio a repetidas trocas de acusações entre ele e o ex-presidente de esquerda Gustavo Petro. Trump apoiou De La Espriella, um ex-advogado de pessoas ligadas a paramilitares de direita, que assumiu o cargo em agosto prometendo uma repressão severa à criminalidade.
Os dois países ainda são considerados pelos EUA como importantes centros de trânsito ou grandes produtores, juntamente com o Afeganistão, as Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru.