Os Estados Unidos reforçaram a segurança nos arredores do Dolby Theatre, em Los Angeles, para a cerimônia do Oscar, agendada para o próximo domingo (15).
De acordo com as autoridades locais, um perímetro de aproximadamente 1,6 quilômetro ao redor do local será ocupado por agentes da SWAT, esquadrões antibombas e atiradores de elite.
"Temos múltiplas camadas de segurança e um plano especial de trânsito; tudo foi pensado para que moradores e visitantes se sintam seguros. Temos experiência com grandes manifestações e estamos preparados para lidar com qualquer situação", explicou o chefe da polícia de Los Angeles, Jim McDonnell.
Já Akil Davis, vice-diretor do FBI na cidade, afirmou que a agência está monitorando as redes sociais e informações de inteligência, pois a atual situação "é mais delicada do que em anos anteriores".
As medidas de segurança extraordinárias vêm na sequência da guerra com o Irã, do recente tiroteio em uma universidade na Virgínia e do ataque a uma sinagoga em Michigan. As autoridades, contudo, enfatizaram que não há ameaças críveis ao evento.
O litoral da Califórnia, que abriga mais bases militares do que qualquer outro nos EUA, estende-se por mais de 1.287 quilômetros. Só a região de Los Angeles concentra uma das maiores comunidades da diáspora iraniana do mundo: mais de 130 mil iranianos-americanos vivem na cidade.
O Brasil recebeu cinco indicações ao Oscar, mas o grande destaque foi o longa "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, indicado a quatro categorias: melhor filme, melhor filme internacional, melhor elenco e melhor ator, com Wagner Moura.
Outro nome do país que estará na disputa por uma estatueta é o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado na categoria melhor fotografia por seu trabalho no filme "Sonhos de Trem", dirigido por Clint Bentley. .