"Eu sou o chefe", afirma Trump no G7 ao se mostrar mais alinhado a objetivos de guerra da Ucrânia

17 jun 2026 - 08h48
(atualizado às 16h51)

O presidente ‌dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira a uma sala repleta de líderes mundiais "Eu sou o chefe", enquanto ele e outros líderes do G7 reconheciam a melhora na situação da Ucrânia no campo de batalha com uma promessa unânime de apoio e novas sanções contra a Rússia. 

O comentário de Trump — uma admissão irônica de uma verdade tácita que paira sobre a cúpula do G7, realizada de 15 a ⁠17 de junho no resort francês de Evian-les-Bains — veio após uma declaração conjunta dos líderes que pode reforçar ‌a crescente influência de Kiev em possíveis negociações de paz com Moscou.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e seus aliados compareceram ao G7 na esperança de convencer Trump de que a resistência da Ucrânia está ‌surtindo efeito e que a Rússia não está em posição de ‌ditar os termos de qualquer acordo de paz.

A declaração conjunta e os comentários dos líderes sugerem ⁠que Trump passou a ver com bons olhos o argumento de Zelenskiy após anos de ceticismo.

Em uma coletiva de imprensa, Trump afirmou que a Rússia estava perdendo mais soldados do que a Ucrânia na guerra, descrevendo Moscou como a parte "ofensiva" no conflito.

Trump demonstrou uma "mudança real de abordagem" em relação à guerra na Ucrânia, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, no início do dia. Outros líderes europeus fizeram comentários semelhantes.

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No entanto, ‌quaisquer esperanças de forçar Moscou a participar de negociações de paz ainda dependem dos compromissos de Trump, que ‌podem ser difíceis de concretizar.

O presidente ⁠dos EUA fez sua observação ⁠sobre ser o "chefe" a líderes do G7 e jornalistas ao chegar para ocupar seu lugar em uma sessão sobre ⁠segurança econômica global.

A cúpula do G7 no Canadá no ano ‌passado terminou sem nenhuma posição conjunta ‌sobre a Ucrânia. Desta vez, antes de um jantar luxuoso no Palácio de Versalhes, tanto Macron quanto Trump consideraram a cúpula do G7 um sucesso.

ACORDO COM O IRÃ

Os líderes do G7 também acolheram com satisfação um acordo preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã e afirmaram ⁠estar prontos para ajudar a implementá-lo, mas não obtiveram nenhum compromisso de Trump sobre qual seria seu papel, se é que haveria algum.

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Aliados europeus temem que uma equipe de negociação norte-americana inexperiente falhe em conseguir um acordo nuclear robusto ou em abordar o programa de mísseis balísticos do Irã na próxima fase, arriscando um impasse prolongado.

Enquanto isso, Trump enfatizou que o ‌memorando de entendimento com o Irã não é definitivo e que pode retomar uma campanha de bombardeios caso o acordo não seja honrado.

"Se eu não gostar, se eles não se comportarem, vamos voltar ⁠imediatamente a jogar bombas bem no meio da cabeça deles, OK?", disse ele.

E embora os aliados europeus tenham demonstrado publicamente apoio ao memorando preliminar, diplomatas alertaram que não será um desafio pequeno chegar a um acordo duradouro sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã, além de seu apoio a forças aliadas no Oriente Médio.

MINERAIS CRÍTICOS

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Separadamente, líderes do G7 concordaram em intensificar a coordenação para reduzir a dependência de seus países em relação à China no que diz respeito a minerais críticos, incluindo planos para alinhar os estoques e lançar uma nova plataforma com um papel ampliado para a Agência Internacional de Energia.

As potências ocidentais correm para diversificar suas fontes de metais essenciais para a defesa, a tecnologia e a energia renovável, além de reduzir sua dependência excessiva da China para esses produtos.

Os líderes do G7 também discutiram a IA, incluindo a responsabilidade de bots e agentes, com executivos do setor de tecnologia, incluindo o cofundador da OpenAI, Sam Altman, e o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei.

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