Áudio revela ameaça de Trump de bombardear Moscou caso Rússia invadisse a Ucrânia

Presidente americano afirmou que impediria conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza no lugar de Biden, mas segue sem sucesso

8 jul 2025 - 23h07
(atualizado às 23h15)
Trump e Putin se reúnem durante cúpula do G20, no Japão, no ano passado
28/06/2019
REUTERS/Kevin Lamarque
Trump e Putin se reúnem durante cúpula do G20, no Japão, no ano passado 28/06/2019 REUTERS/Kevin Lamarque
Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em um encontro privado com doadores, em 2024, que ameaçou "bombardear a p**** de Moscou" caso Vladminir Putin invadisse a Ucrânia. A conversa foi revelada por meio de um áudio obtido pela CNN.

"Com Putin eu disse: 'Se você entrar na Ucrânia, eu vou bombardear a p**** de Moscou. Estou te dizendo, não tenho escolha'", afirmou o republicano, segundo a gravação. "E então [Putin] respondeu algo como: 'Não acredito em você.' Mas ele acreditava em 10%."

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O áudio integra uma série de gravações feitas durante eventos de arrecadação de fundos realizados em Nova York e na Flórida. O material foi obtido pelos jornalistas Josh Dawsey, Tyler Pager e Isaac Arnsdorf, autores do livro 2024, que explora os bastidores da campanha eleitoral norte-americana.

As falas de Trump não haviam sido veiculadas publicamente até agora. A equipe de campanha do presidente se recusou a comentar o conteúdo das fitas.

Durante o mesmo evento, Trump relatou ter adotado postura semelhante com o presidente chinês Xi Jinping, em meio a tensões envolvendo Taiwan. "Ele achou que eu era maluco", disse Trump, após contar que avisou Xi sobre uma possível resposta militar dos Estados Unidos caso a China tentasse invadir a ilha. "Mas nunca tivemos problema", completou.

As declarações fazem parte da narrativa que Trump construiu para justificar seu retorno ao poder. Segundo ele, se ainda estivesse na presidência no lugar de Joe Biden, impediria os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza.

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O presidente americano segue tentando encerrar os conflitos, porém, sem sucesso.

Fonte: Redação Terra
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