Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep em meio a tensões no Golfo

Decisão foi tomada em razão dos 'distúrbios no Estreito de Ormuz'

28 abr 2026 - 13h54
(atualizado às 14h03)

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que deixarão, a partir de 1º de maio, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a aliança Opep+, que inclui outras nações, entre elas a Rússia.

Decisão foi tomada em razão dos 'distúrbios no Estreito de Ormuz'
Decisão foi tomada em razão dos 'distúrbios no Estreito de Ormuz'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com a agência de notícias oficial dos EAU, a saída foi decidida em razão dos "distúrbios no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz", bem como por "interesses nacionais e pelo compromisso de contribuir ativamente para atender às necessidades urgentes do mercado".

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O comunicado também afirma que a saída de Abu Dhabi auxiliará o país a compreender o "crescimento contínuo da demanda global de energia no médio e longo prazo" e destaca que a estabilidade do sistema global "depende da disponibilidade de suprimentos flexíveis, confiáveis e acessíveis".

Suhail bin Mohammed Al Mazrouei, ministro da Energia e Infraestrutura dos EAU, informou que a saída do bloco energético está "alinhada com os fundamentos de longo prazo do mercado".

"Os EAU são um produtor de petróleo confiável, com custos competitivos e baixa intensidade de carbono em nível global, contribuindo para o crescimento mundial e a redução de emissões.

Após deixar a Opep, o país continuará a desempenhar seu papel responsável, aumentando a produção de forma gradual e ponderada, em consonância com a demanda e as condições de mercado", informou a WAM.

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O texto acrescenta que a decisão "não altera o compromisso do país com a estabilidade dos mercados globais nem sua abordagem baseada na cooperação com produtores e consumidores, mas sim aprimora sua capacidade de responder às mudanças nas demandas do mercado".

Abu Dhabi era integrante da Opep desde 1967, e sua saída foi formalizada em meio à queda de produção do grupo, provocada principalmente por conflitos na região e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

Após o anúncio da retirada dos EAU, os preços do petróleo avançaram novamente e alcançaram o maior nível em um mês. A cotação do tipo Brent chegou a US$ 112,53. .

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