Emboscada mata militares das forças de paz da ONU no Sudão do Sul

Tiroteio no estado de Jonglei também deixou sete pessoas feridas

24 ago 2026 - 15h14
(atualizado às 15h18)
Resumo
Uma emboscada realizada por homens armados no estado de Jonglei, no Sudão do Sul, deixou ao menos dois militares da missão de paz da ONU mortos e outros sete feridos, incluindo policiais e civis. O ataque contra a patrulha foi classificado pelas Nações Unidas como um possível crime de guerra. O episódio ocorre em meio ao aumento da violência e à deterioração do acordo de paz de 2018 no país, que enfrenta forte instabilidade enquanto tenta organizar suas primeiras eleições para dezembro.

Pelo menos dois soldados das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) foram mortos em uma emboscada no Sudão do Sul.

Tiroteio no estado de Jonglei também deixou sete pessoas feridas
Tiroteio no estado de Jonglei também deixou sete pessoas feridas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), o episódio aconteceu no estado de Jonglei e foi cometido por "indivíduos armados não identificados".

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Na ocasião, a patrulha se dirigia à cidade de Pajut. Segundo a missão, o ataque pode "constituir um crime de guerra".

A região, localizada no leste do país africano, está no centro de um sangrento conflito entre forças governamentais e grupos de oposição.

"Tal violência letal contra nosso pessoal, que trabalha para apoiar a paz no Sudão do Sul, é inaceitável", afirmou Anita Kiki Gbeho, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da UNMISS.

O ataque também deixou sete pessoas feridas, incluindo três integrantes das forças de paz, dois policiais do país e dois funcionários civis.

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O Sudão do Sul, uma das nações mais pobres e corruptas do mundo, conquistou sua independência em 2011, mas mergulhou em uma guerra civil pouco depois.

Um acordo de partilha de poder encerrou as principais hostilidades em 2018, mas o pacto vem se deteriorando nos últimos anos. Enquanto isso, o governo do presidente Salva Kiir tenta organizar as primeiras eleições do país, previstas para dezembro. .

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