Em tom conciliador, Trump recebe Xi Jinping na Casa Branca e exalta 'grande amizade'

Presidentes pregaram cooperação em meio a tensões tecnológicas

24 set 2026 - 12h55
(atualizado às 13h05)
Resumo
Em clima conciliador, Donald Trump recebeu Xi Jinping na Casa Branca, exaltando a amizade mútua e a cooperação bilateral. O líder chinês defendeu a coexistência pacífica para evitar conflitos armados e pregou o controle humano sobre a inteligência artificial, além de anunciar o envio simbólico de pandas aos EUA. Apesar do tom amistoso, o encontro ocorreu sob o pano de fundo de fortes tensões envolvendo a guerra comercial e a acirrada disputa pela liderança no setor de tecnologias de ponta.

Em um encontro marcado por um tom cordial e conciliador, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu seu homólogo chinês, Xi Jinping, na Casa Branca e afirmou ter desenvolvido uma "verdadeira e grande amizade" com o líder asiático.

Presidentes pregaram cooperação em meio a tensões tecnológicas
Presidentes pregaram cooperação em meio a tensões tecnológicas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os elogios do republicano começaram em uma publicação nas redes sociais, na qual mencionou ter encontrado o colega no avião presidencial e destacou que ele "parecia forte, enérgico e em excelente forma". O magnata acrescentou ainda que a primeira-dama da China, Peng Liyuan, estava "deslumbrante".

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"Em maio, tivemos o grande privilégio de visitá-lo em Pequim, onde nossa delegação foi recebida com uma extraordinária e maravilhosa hospitalidade. Agora, Melania e eu temos a honra de recebê-lo em Washington. Desde a minha primeira eleição, em 2016, o presidente Xi e eu forjamos uma amizade, uma verdadeira e grande amizade, fundada no respeito mútuo e nos interesses vitais de nossos povos", declarou Trump.

O presidente americano destacou que a visita de Xi ocorre "em um momento importante da história americana", em referência aos 250 anos da fundação dos Estados Unidos.

"Visitaremos os Arquivos Nacionais para ver alguns dos maiores tesouros dessa história gloriosa. Também veremos evidências de uma longa e preciosa relação, algo verdadeiramente extraordinário, além das trocas culturais entre a China e os EUA. Assim como nossos ancestrais cruzaram o oceano séculos atrás para comercializar, aprender e construir um mundo melhor, nossos dois países fazem o mesmo hoje, e estamos muito orgulhosos dessa trajetória e dessa parceria. Trabalhando juntos, o presidente Xi e eu fizemos progressos tremendo", afirmou.

Adotando uma postura igualmente conciliadora, o mandatário chinês ressaltou que as duas potências "têm a responsabilidade histórica de promover o progresso da humanidade" e destacou que desenvolveu "uma relação pessoal" com Trump.

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Xi acrescentou que Pequim e Washington devem "coexistir e cooperar" como líderes globais, enfatizando a necessidade de "evitar a Armadilha de Tucídides", teoria acadêmica que descreve o risco de conflito armado quando uma potência emergente desafia uma hegemonia consolidada.

O líder chinês defendeu também que as nações garantam que a inteligência artificial se desenvolva sob "controle humano" e, como gesto simbólico de amizade, anunciou o envio de dois pandas a um zoológico americano "em poucos dias".

O avião de Xi foi recebido com uma cerimônia suntuosa, que incluiu um tapete vermelho de 30 metros ladeado por militares americanos, um sobrevoo de dois bombardeiros B-1 e a execução dos hinos nacionais de ambos os países.

Apesar do clima amistoso, a crescente guerra comercial permanece como um dos temas mais delicados da agenda, ao lado da corrida pelo desenvolvimento da IA e da instabilidade geopolítica. Para o jantar de Estado em homenagem a Xi, a Casa Branca convidou grandes nomes do setor de tecnologia, incluindo executivos da OpenAI, Apple, Microsoft, Nvidia e Meta.

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A disputa entre Estados Unidos e China para liderar tecnologias de ponta é intensa, mas o avanço acelerado dos modelos de inteligência artificial tornou-se um ponto de atenção prioritário, sobretudo após alertas públicos emitidos por líderes da indústria sobre os riscos dessa corrida tecnológica.

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