"É melhor que escolham bem as palavras; nossas forças armadas estão prontas para responder de outra forma", disse por meio da rede social X o chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Mais cedo, o presidente norte-americano havia feito novas ameaças, pressionando Teerã a impedir que seus aliados no Líbano, referindo-se ao Hezbollah, "causassem problemas", ou os Estados Unidos retomariam os ataques contra o Irã.
"O Irã deve impedir imediatamente que seus grupos afiliados e bem remunerados no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, como fizemos na semana passada, ou até com mais força ainda", afirmou Trump na rede social Truth, em referência aos confrontos entre Israel e o Hezbollah, aliado de Teerã, no sul do Líbano.
De acordo com os termos do memorando de entendimento EUA-Irã assinado na quarta-feira (17), ambos os lados devem "abster-se de ameaçar usar a força um contra o outro". Esses avisos mútuos foram emitidos logo após o início das negociações entre representantes norte-americanos e iranianos e mediadores do Catar e do Paquistão em um hotel de luxo nos Alpes Suíços.
Estas discussões visam conduzir, num prazo renovável de 60 dias, a um acordo final para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, desencadeado pelos ataques israelo-americanos contra o Irã em 28 de fevereiro. As hostilidades abalaram a economia global e causaram milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.
Presente na Suíça, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, descreveu as negociações como "históricas" e expressou a esperança de que elas "inaugurassem uma nova página na transformação da nossa relação com o povo iraniano". Mas permanecem inúmeras divergências, particularmente no que diz respeito ao programa nuclear do Irã.
RFI com AFP