Em meio a negociações, Irã alerta para que EUA 'escolham bem as palavras' após novas ameaças de Trump

O Irã alertou os Estados Unidos, neste domingo (21), a "escolherem bem as palavras" após novas ameaças de ataque feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump. O episódio acontece em meio às negociações por um acordo de paz entre os dois países, na Suíça, com a mediação de Catar e Paquistão.

21 jun 2026 - 16h46
(atualizado às 16h50)

"É melhor que escolham bem as palavras; nossas forças armadas estão prontas para responder de outra forma", disse por meio da rede social X o chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, chega ao Aeroporto de Zurique, em Zurique, Suíça. Imagem ilustrativa.
Chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, chega ao Aeroporto de Zurique, em Zurique, Suíça. Imagem ilustrativa.
Foto: via REUTERS - Hamed Malekpour / RFI

Mais cedo, o presidente norte-americano havia feito novas ameaças, pressionando Teerã a impedir que seus aliados no Líbano, referindo-se ao Hezbollah, "causassem problemas", ou os Estados Unidos retomariam os ataques contra o Irã.

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"O Irã deve impedir imediatamente que seus grupos afiliados e bem remunerados no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, como fizemos na semana passada, ou até com mais força ainda", afirmou Trump na rede social Truth, em referência aos confrontos entre Israel e o Hezbollah, aliado de Teerã, no sul do Líbano.

De acordo com os termos do memorando de entendimento EUA-Irã assinado na quarta-feira (17), ambos os lados devem "abster-se de ameaçar usar a força um contra o outro". Esses avisos mútuos foram emitidos logo após o início das negociações entre representantes norte-americanos e iranianos e mediadores do Catar e do Paquistão em um hotel de luxo nos Alpes Suíços.

Estas discussões visam conduzir, num prazo renovável de 60 dias, a um acordo final para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, desencadeado pelos ataques israelo-americanos contra o Irã em 28 de fevereiro. As hostilidades abalaram a economia global e causaram milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

Presente na Suíça, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, descreveu as negociações como "históricas" e expressou a esperança de que elas "inaugurassem uma nova página na transformação da nossa relação com o povo iraniano". Mas permanecem inúmeras divergências, particularmente no que diz respeito ao programa nuclear do Irã.

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RFI com AFP

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