Os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia se reunirão com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, na Casa Branca, nesta quarta-feira, após semanas de ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de assumir o controle da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.
Trump afirmou que a ilha estrategicamente localizada e rica em minerais é vital para a segurança dos EUA e que os Estados Unidos devem possuí-la para evitar que a Rússia ou a China a ocupem.
A Groenlândia e a Dinamarca afirmam que a ilha não está à venda, que as ameaças de força são imprudentes e que as questões de segurança devem ser resolvidas entre os aliados. Países proeminentes da UE apoiaram a Dinamarca.
Quando o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e sua colega da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, se encontrarem com Vance e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, por volta das 12h30 no horário de Brasília, o objetivo deles será diminuir a escalada da crise e encontrar um caminho diplomático para satisfazer as exigências dos EUA por mais controle, disseram os analistas.
"O objetivo final é encontrar alguma forma de acomodação ou fazer um acordo que satisfaça essa necessidade ou, pelo menos, acalme a retórica de Donald Trump o suficiente", disse à Reuters Andreas Osthagen, diretor de pesquisa de políticas do Ártico e do oceano no Fridtjof Nansen Institute, com sede em Oslo.
Noa Redington, analista e ex-conselheiro político da ex-primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt, disse que havia uma grande preocupação na Dinamarca e na Groenlândia de que Motzfeldt e Rasmussen pudessem ser tratados da mesma forma que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, quando sofreu uma humilhação pública em uma reunião com Trump -- e Vance -- na Casa Branca em fevereiro de 2025.
"Esta é a reunião mais importante da história moderna da Groenlândia", disse ele à Reuters.