Departamento de Justiça dos EUA divulga novas acusações contra 17 hackers em campanha apoiada pelo Irã

18 ago 2026 - 17h31
(atualizado às 18h27)

O Departamento de ‌Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira novas e atualizadas acusações contra 17 indivíduos que trabalhavam para uma empresa iraniana que, segundo o órgão, teria realizado ataques cibernéticos e roubo de dados contra universidades, empresas e órgãos governamentais dos EUA.

O ⁠Departamento de Justiça afirmou em comunicado que os indivíduos ‌trabalhavam com o Instituto Mabna, que realizou campanhas de invasão em nome da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ‌e de outros clientes do governo ‌e de universidades iranianas.

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As campanhas tinham como alvo ⁠centenas de universidades norte-americanas e internacionais, dezenas de empresas dos EUA e pelo menos cinco órgãos governamentais estaduais e federais, segundo o departamento.

Uma acusação anterior, anunciada em março de 2018, havia indiciado nove dos 17 por uma ‌campanha de invasão que teve como alvo o Departamento do ‌Trabalho dos EUA, ⁠as Nações Unidas ⁠e redes de computadores no Havaí e em Indiana.

Representantes do governo ⁠iraniano nas Nações Unidas ‌em Nova York não ‌responderam imediatamente a um pedido de comentário. As informações de contato do Instituto Mabna não estavam imediatamente disponíveis.

As acusações anunciadas nesta terça-feira revelam "a rede mais ampla supostamente ⁠por trás de uma campanha abrangente, patrocinada pelo Estado, para roubar pesquisas e propriedade intelectual de universidades, empresas e instituições governamentais norte-americanas", afirmou Jamie McDonald, procurador federal do Distrito Sul de ‌Nova York, no comunicado.

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O programa "Recompensas pela Justiça" do Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta terça-feira uma recompensa de ⁠US$10 milhões por informações que levem à localização de várias das pessoas incluídas nas acusações divulgadas nesta terça-feira.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês), o Instituto Mabna atuou pelo menos desde 2013 e até 2017 e teve como alvo mais de 100 mil contas de professores em todo o mundo, incluindo a invasão bem-sucedida de cerca de 8 mil contas de email de professores em 144 universidades sediadas nos EUA e 178 universidades em outros países.

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