Segundo um acordo concluído em 26 de junho, Israel deve se retirar gradualmente de áreas do sul do Líbano onde mantém tropas mobilizadas desde a guerra iniciada em março contra o Hezbollah, movimento islâmico apoiado pelo Irã.
O documento prevê que o Exército libanês reassuma o controle total de dois setores limitados, classificados como "zonas-piloto". O objetivo é permitir o deslocamento do Exército para essas áreas. A primeira zona-piloto será implementada nos próximos dias, e as outras estão em fase de delimitação e preparação, de acordo com uma autoridade americana em Washington.
O Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio (Centcom) coordenará a operação com os dois países. O acordo de junho, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece um calendário para a retirada israelense. As autoridades israelenses afirmaram que suas tropas permanecerão mobilizadas em uma "zona de segurança" com dez quilômetros de profundidade até o desarmamento do Hezbollah.
Milhares de deslocados
A redução da intensidade dos combates no sul do país após o acordo permitiu que mais de 732 mil pessoas retornassem para suas casas, segundo dados divulgados neste sábado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).
Ainda assim, 430 mil pessoas continuam deslocadas em decorrência do conflito. Neste sábado, as cidades de Kfar Tebnit, Mansouri e Majdal Zoun, no sul do Líbano, foram atingidas por bombardeios que não deixaram vítimas, informou um veículo estatal.
A próxima rodada de negociações entre Líbano e Israel deverá ocorrer na próxima semana, em Roma. O Líbano condiciona sua participação nessas discussões à retirada israelense das duas zonas-piloto. As negociações antecederão a visita do presidente libanês, Joseph Aoun, a Washington, prevista para o fim deste mês a convite de Donald Trump.
Com agências