Cuba diz ter iniciado conversações com EUA

13 mar 2026 - 09h05

Autoridades ‌cubanas iniciaram conversações com o governo dos Estados Unidos, disse o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, nesta sexta-feira, em meio a uma grave crise econômica e com o governo comunista sob crescente pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.

"Essas conversas têm ⁠como objetivo encontrar soluções por meio do diálogo para as ‌diferenças bilaterais que temos entre as duas nações", disse Díaz-Canel em um vídeo transmitido pela televisão estatal pouco antes de ‌se dirigir à mídia cubana.

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O discurso ‌à mídia foi anunciado como uma continuação de um ⁠evento de 5 de fevereiro, quando Díaz-Canel alertou que Cuba estava se aproximando de uma situação que exigiria "medidas extremas", dada a crise econômica, os frequentes apagões de energia e a escassez de combustível exacerbada pela imposição de Trump de um bloqueio ‌de petróleo na ilha caribenha.

Díaz-Canel disse que dirigiu as conversações pelo ‌lado cubano, juntamente ⁠com o ex-presidente ⁠cubano Raúl Castro e outras autoridades de alto nível do Partido Comunista ⁠e do governo. Ele não ‌disse quem havia participado ‌pelos Estados Unidos.

Trump tem dito repetidamente que os Estados Unidos já estavam em conversações de alto nível com representantes cubanos. Até o momento, o governo cubano havia negado ⁠que qualquer encontro oficial estivesse em andamento, mas não havia negado explicitamente os relatos da mídia sobre discussões de bastidores com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, que tem 94 anos e ainda ‌exerce grande influência.

Rodríguez Castro estava sentado atrás de Díaz-Canel e entre as autoridades do Partido Comunista retratadas no vídeo.

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Desde que ⁠os EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e retiraram do poder o mais importante benfeitor estrangeiro de Cuba, em janeiro, Trump cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba.

Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações, dizendo que Cuba estava à beira do colapso ou ansiosa para fazer um acordo com os Estados Unidos. Na segunda-feira, ele disse que Cuba pode estar sujeita a uma "aquisição amigável", e depois acrescentou: "pode não ser uma aquisição amigável".

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