Um dia após ser condenado à prisão perpétua, o ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol fez um pedido de desculpas públicas pelas "dificuldades" causadas devido ao decreto de lei marcial em dezembro de 2024.
"Peço profundas desculpas ao povo pela frustração e pelas dificuldades que causei, devido às minhas próprias falhas, apesar da minha determinação em salvar a nação", disse Yoon em um comunicado divulgado por seu advogado nesta sexta, 20.
Na quinta, 19, o Tribunal Distrital Central de Seul considerou Yoon culpado de liderar uma insurreição em dezembro de 2024 com o objetivo de "paralisar" a Assembleia Nacional.
Yoon classificou o veredito do tribunal como "difícil de aceitar", mas não afirmou se iria recorrer da decisão.
Ainda não há informações sobre quando Yoon, de 65 anos, será elegível para liberdade condicional; a maioria dos que cumprem pena de prisão perpétua no país são geralmente elegíveis após 20 anos.
Segundo a juíza que proferiu a sentença, o então presidente enviou tropas ao prédio do Parlamento numa tentativa de silenciar opositores políticos que haviam frustrado suas tentativas de governar.
A declaração da lei marcial gerou protestos no país e pânico no mercado de ações, além de pegar aliados militares importantes, como os Estados Unidos, de surpresa. /AFP