Às 13h (1h de Brasília), o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul detectou o lançamento de "vários projéteis" a partir da cidade norte-coreana de Chongju em direção ao Mar Amarelo. O Exército sul-coreano afirmou que entre os projéteis havia um míssil balístico de curto alcance. Os mísseis percorreram quase 80 quilômetros.
Os novos disparos ocorreram após a divulgação recente de informações da agência de notícias sul‑coreana Yonhap sobre uma possível visita do presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Sul nesta semana. Nenhum dos dois países confirmou essa visita até o momento.
A China é o principal apoio econômico e político da Coreia do Norte, embora Pyongyang também tenha se aproximado da Rússia nos últimos anos.
Apelo em prol de política de paz
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano, Park Il, voltou a pedir que a Coreia do Norte responda à política de paz de Seul e aos seus esforços para reduzir as tensões. "Como apoiamos firmemente a não proliferação nuclear, continuaremos nos esforçando para alcançar avanços substanciais na resolução do problema nuclear norte-coreano, com uma abordagem gradual e pragmática, mantendo o objetivo da desnuclearização completa", afirmou.
Os lançamentos desta terça-feira foram os primeiros da Coreia do Norte em 37 dias e o oitavo teste desde o início do ano. Em abril, Pyongyang executou um teste com mísseis balísticos para "verificar as características e a potência de uma ogiva de bomba de fragmentação", informou a imprensa estatal.
O líder norte‑coreano Kim Jong Un também pediu, em meados de maio, o reforço das unidades militares da linha de frente diante do "inimigo jurado" sul‑coreano, segundo a agência oficial KCNA. Os dois países vizinhos continuam tecnicamente em guerra desde o conflito de 1950‑1953, encerrado com um armistício e não com um tratado de paz.
Apesar das tentativas de apaziguamento do presidente sul‑coreano Lee Jae Myung, eleito no ano passado, Pyongyang, isolado diplomaticamente, rejeita as tentativas do governo sul-coreano de melhorar as relações e considera Seul como seu adversário "mais hostil".
A Coreia do Norte enfrenta várias sanções da ONU que proíbem o desenvolvimento de armas nucleares e o uso de tecnologia de mísseis balísticos, restrições que o país viola repetidamente.
Com informações da AFP