Coreia do Norte condena exercícios militares EUA-Coreia do Sul, apesar da ordem de Trump para reduzi-los

18 ago 2026 - 20h14
(atualizado às 20h37)

A Coreia do ‌Norte condenou os exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul, afirmando que continuará exercendo seu direito à autodefesa para combater o que chamou de ameaças militares por parte dos dois países, informou a agência de notícias ⁠estatal KCNA na quarta-feira (horário local).

Um comentário da KCNA chamou ‌os EUA e a Coreia do Sul de "belicistas" que aumentam as tensões na Península Coreana, denunciando o exercício "Ulchi ‌Freedom Shield", com duração de 11 ‌dias.

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A crítica surge depois que o presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, ordenou no domingo que o Pentágono "reduzisse substancialmente" a participação dos EUA no exercício anual e mencionou seu "ótimo relacionamento" com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Trump também afirmou na segunda-feira que Kim havia respondido à sua tentativa ‌de aproximação, sem revelar a natureza do contato.

Os exercícios ‌começaram conforme programado na ⁠segunda-feira, mas ⁠a mídia sul-coreana informou que o comandante das Forças dos EUA na ⁠Coreia, Xavier Brunson, visitou ‌o Ministério da ‌Defesa da Coreia do Sul nesta terça-feira para discutir planos de reduzir a escala do exercício.

Trump tem buscado retomar o diálogo com Kim, sob cuja liderança a ⁠Coreia do Norte expandiu seus programas de armas nucleares e mísseis, apesar das sanções da ONU.

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O comentário da KCNA não mencionou Trump nem suas ações.

A crítica também surge depois que o presidente ‌sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou nesta terça-feira que os exercícios Ulchi eram de natureza defensiva e que a Coreia ⁠do Sul não tinha intenção de usá-los para atacar a Coreia do Norte ou aumentar as tensões na Península Coreana.

Pyongyang costuma denunciar os exercícios dos aliados como hostis, enquanto Washington e Seul afirmam que os exercícios são defensivos e necessários para manter a prontidão contra as ameaças militares da Coreia do Norte.

A KCNA afirmou que as ações dos aliados agravariam as tensões em toda a península e na região da Ásia-Pacífico como um todo. O comentário da KCNA não especificou quais medidas a Coreia do Norte tomaria.

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