CNN, MS NOW e Politico processam governo Trump por barrar acesso à Casa Branca

Veículos afirmaram que irão 'defender o princípio de que o governo não decide o que a imprensa informa ou publica'; restrição foi anunciada por Trump na sexta-feira, 18

21 set 2026 - 09h13
Resumo
CNN, MS NOW e Politico anunciaram uma ação judicial conjunta contra o governo Donald Trump após terem o acesso à Casa Branca barrado e as credenciais de suas repórteres revogadas. A proibição foi ordenada por Trump sob a alegação de punir a veiculação do que considera "notícias falsas". Os veículos e a Associação de Correspondentes afirmam que a medida sem aviso prévio viola a liberdade de imprensa prevista na Constituição dos EUA e ameaça a independência do jornalismo contra interferências estatais.

Os veículos de comunicação CNN, MS NOW e Politico anunciaram nesta segunda-feira, 21, em comunicado conjunto, que vão processar o governo dos Estados Unidos após terem o acesso à Casa Branca negado.

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"Na manhã de hoje, notificamos o governo de que vamos apresentar uma ação judicial ainda hoje para proteger nossos direitos (...) e defender o princípio de que o governo não decide o que a imprensa informa ou publica", afirmaram as empresas.

O presidente americano, Donald Trump, anunciou na sexta-feira, 18, que proibiria o acesso dos três veículos à Casa Branca como punição pela divulgação do que considera "notícias falsas". No sábado, 19, repórteres dos três veículos foram impedidos de entrar no local.

A medida representa uma escalada nos esforços de longa data de Trump - nos tribunais e por meio de ações administrativas - para restringir a cobertura jornalística de repórteres que considera questionáveis. O episódio é também o mais recente teste às proteções à liberdade de imprensa previstas na Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Trump havia dito na sexta-feira que proibiria os três veículos por causa de reportagens das quais não gostou.

Presidente dos EUA, Donald Trump -  REUTERS/Kylie Cooper
Presidente dos EUA, Donald Trump - REUTERS/Kylie Cooper
Foto: Reuters

As repórteres que cobrem a Casa Branca Betsy Klein, da CNN, e Akayla Gardner, da MS NOW, entraram ao vivo para informar que haviam sido impedidas de entrar no local e que suas credenciais de imprensa tinham sido desativadas ao chegarem para trabalhar. Pouco depois, o Politico informou que sua repórter na Casa Branca, Cheyenne Haslett, também teve a entrada negada e sua credencial confiscada.

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Os três veículos já haviam sinalizado que poderiam recorrer à Justiça e afirmaram que defenderiam vigorosamente seus direitos garantidos pela Primeira Emenda.

"Sem aviso ou qualquer processo, a Casa Branca revogou as credenciais de nossos jornalistas porque se opôs às nossas reportagens", afirmaram os veículos. "Se não for contestada, essa medida ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público ao jornalismo independente, livre de interferência do governo."

Em seu segundo mandato, Trump e seu governo republicano aumentaram a pressão e puniram determinados veículos, tanto nos tribunais quanto por meio de medidas regulatórias. O presidente também atacou repórteres individualmente, pessoalmente ou nas redes sociais, às vezes usando termos particularmente ofensivos - insultando-os em briefings ou em seu recente discurso no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

A presidente da entidade, Jacqui Heinrich, pediu que o governo Trump restabeleça imediatamente o acesso dos três veículos. "As implicações vão além dessas organizações: um critério usado para excluir um veículo de comunicação por causa de sua cobertura poderia ser aplicado a qualquer outro no futuro", disse Heinrich.

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"O povo americano, por meio de uma imprensa livre e independente, precisa poder fiscalizar aqueles que foram eleitos para o poder, independentemente de os funcionários do governo considerarem isso favorável ou não."/Com informações da AFP e da AP

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