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Casa Branca recusa entrada de repórteres de CNN, MS NOW e Politico após Trump anunciar veto

19 set 2026 - 13h36
(atualizado às 13h40)
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Resumo
A Casa Branca confiscou os crachás de imprensa e barrou repórteres da CNN, MS NOW e Politico, cumprindo o veto anunciado por Donald Trump, que os acusou de espalhar notícias falsas e sugeriu que outros veículos serão alvos. Em resposta, os três grupos de comunicação repudiaram a medida como um ataque ilegal e afirmaram que contestarão a decisão com base na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, assegurando a continuidade de sua cobertura sobre o governo.
Trump presença de jornalistas de veículos que são críticos a ele
Trump presença de jornalistas de veículos que são críticos a ele
Foto: Reuters

A Casa Branca ‌negou acesso neste sábado a jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico, dando seguimento ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os proibiria de entrar nas dependências do ⁠prédio.

Os três veículos de comunicação afirmaram, separadamente, que ‌os crachás de imprensa de suas equipes foram confiscados na manhã de sábado, quando seus jornalistas ‌se dirigiram à Casa Branca. ‌Eles sinalizaram que podem contestar a proibição, ⁠alegando que ela entra em conflito com as garantias da Primeira Emenda da Constituição dos EUA relativas à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.

Um comunicado da CNN divulgado no sábado classificou ‌a proibição como "um ataque ilegal" ao seu direito constitucional ‌de exercer o ⁠jornalismo sem ⁠interferência do governo. Em comunicados separados, a MS NOW e ⁠o Politico afirmaram ‌que "defenderão nossos direitos garantidos ‌pela Primeira Emenda".

A MS NOW disse que pretende "tomar todas e quaisquer medidas necessárias para defender nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda e o ⁠papel essencial do jornalismo independente em nossa democracia".

CNN e MS NOW afirmaram que continuarão a fazer reportagens sobre o governo Trump, e o Politico declarou que apoia seus ‌repórteres que cobrem a Casa Branca.

Em uma postagem nas redes sociais na sexta-feira, Trump acusou os veículos ⁠de "divulgar NOTÍCIAS FALSAS" e afirmou que eles "não deveriam poder escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS ao cobrir o presidente dos Estados Unidos".

Ele acrescentou: "Outros veículos de mídia de notícias falsas virão a seguir."

Ao falar com repórteres no Salão Oval na sexta-feira, Trump respondeu a uma pergunta sobre o que ele queria dizer com "outros veículos", descrevendo o New York Times e o Washington Post como exemplos de "notícias falsas", embora não tenha dito especificamente que os baniria da Casa Branca.

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