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Polícia investiga celular de aluno que esfaqueou professora na Itália

Suspeita é de que estudante tentou transmitir o ataque no Telegram

19 set 2026 - 13h22
(atualizado às 14h02)
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Resumo
A polícia de Roma pericia os celulares de um jovem de 13 anos e de sua mãe para apurar se houve incentivo externo no ataque a facadas contra uma professora de 66 anos, que sobreviveu. O agressor usou spray de pimenta e tentou transmitir a ação ao vivo com uma câmera em um capacete, após suposta insatisfação com uma nota, sendo contido por um colega. O caso gerou comoção e reacendeu o debate nacional sobre segurança escolar e a necessidade de restringir o acesso de menores às redes sociais.

As autoridades italianas realizaram neste sábado (19) uma perícia no celular do adolescente de 13 anos que atacou uma professora em uma escola de ensino fundamental no bairro de Centocelle, na periferia leste de Roma, na última sexta-feira (18).

Aparelho do jovem e o celular da mãe estão sendo analisados
Aparelho do jovem e o celular da mãe estão sendo analisados
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O aparelho do jovem e o celular de sua mãe estão sendo analisados em busca de informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar eventual participação ou influência de terceiros.

Segundo os investigadores, cartões de crédito utilizados para comprar as facas teriam sido usados por meio do celular da mãe do adolescente.

Os aparelhos passaram por análise forense com o objetivo de reconstruir os contatos mantidos pelo garoto antes da agressão e verificar se ele recebeu algum tipo de incentivo para cometer o ataque.

Também será investigado um perfil mantido pelo adolescente em uma rede social, que tinha quatro seguidores. De acordo com as informações apuradas, o jovem iniciou uma transmissão ao vivo pouco antes de atacar a professora.

Os investigadores buscam determinar o conteúdo da transmissão e identificar possíveis contatos feitos pelo adolescente naquele período.

A vítima, Isabella Marsilio, de 66 anos, professora de letras, foi atingida por golpes de faca na lateral do corpo depois que o adolescente teria borrifado spray de pimenta em seu rosto. Ela foi socorrida e levada para atendimento médico. Apesar dos ferimentos, não corre risco de morte, mas ficou em estado de choque.

Segundo fontes ligadas à investigação, o adolescente teria tentado transmitir o ataque ao vivo pelo Telegram utilizando uma câmera acoplada a um capacete. O dispositivo teria sido colocado depois que ele pediu autorização para ir ao banheiro. A agressão foi interrompida após a intervenção de outro aluno.

Uma das hipóteses investigadas é a de que o ataque tenha sido motivado por uma nota baixa recebida pelo adolescente em uma avaliação. Um estudante ouvido após o episódio afirmou que o jovem "a odiava".

A direção da escola, entretanto, declarou que o aluno não era considerado problemático e não havia provocado preocupações anteriores.

O ataque provocou manifestações de autoridades italianas e reacendeu o debate sobre o acesso de menores às redes sociais e a segurança no ambiente escolar.

O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, defendeu medidas para restringir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais e canais considerados perigosos, enquanto que o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, classificou o episódio como "inquietante" e afirmou que o caso levanta questionamentos para famílias e instituições de ensino. 

Ansa - Brasil
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