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Rússia relata ataques cibernéticos ao sistema eleitoral no 2º dia de votação para Parlamento

19 set 2026 - 14h21
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Resumo
Autoridades russas relataram e repeliram ataques cibernéticos a sistemas eleitorais e de comunicação durante a votação parlamentar, vista por Moscou como um teste do apoio público à guerra na Ucrânia. O pleito, marcado pela exclusão da maioria dos candidatos antiguerra e sob rígido controle político, deve manter o amplo domínio do partido governista Rússia Unida na Duma Estatal. O presidente Vladimir Putin acusou a Ucrânia de tentar interferir no processo eleitoral, sem apresentar provas.

Autoridades russas relataram ataques ‌a sistemas eleitorais e linhas de comunicação em todo o país no sábado, segundo dia das eleições parlamentares realizadas entre 18 e 20 de setembro, que Moscou considera um teste ao apoio ⁠público à guerra na Ucrânia.

Espera-se amplamente que as ‌eleições para a Duma Estatal, as primeiras desde que a Rússia iniciou sua guerra em ‌grande escala em fevereiro de ‌2022, resultem na manutenção do domínio do ⁠partido governista pró-Putin, o Rússia Unida, no sistema político rigidamente controlado da Rússia.

A maioria dos candidatos antigerra foi excluída das cédulas antes do início da votação nos 11 fusos horários da Rússia, depois ‌que a Suprema Corte decidiu, no mês passado, ‌que o partido ⁠liberal Yabloko — ⁠que defende um cessar-fogo na Ucrânia — havia violado as regras ⁠eleitorais, o que ‌o partido negou.

Alguns candidatos ‌do Yabloko, no entanto, ainda disputam assentos em distritos uninominais, que correspondem à metade das 450 cadeiras da câmara baixa do parlamento. ⁠Tradicionalmente, o partido registra intenções de voto na casa de um dígito.

No sábado, as autoridades informaram que o sistema de votação online em Moscou havia sofrido um ‌forte ataque durante a madrugada, mas afirmaram que a situação estava sob controle.

Os ataques continuavam, segundo declaração ⁠da presidente da Comissão Eleitoral Central (CEC), Ella Pamfilova, divulgada pela mídia estatal, mas todos estavam sendo repelidos com sucesso.

O Ministério da Transformação Digital da Rússia informou ter registrado uma tentativa de sabotagem nas linhas de comunicação no Extremo Oriente do país, mas que o ataque havia sido frustrado e todas as comunicações haviam sido restauradas, segundo a mídia estatal.

O presidente Vladimir Putin acusou anteriormente a Ucrânia de tentar interferir na votação, sem apresentar provas.

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