China envia forças navais para monitorar navio de guerra dos EUA próximo a banco de areia disputado

20 out 2026 - 07h53
Resumo
A Marinha da China mobilizou forças para monitorar o navio de guerra norte-americano USS Charleston, acusando-o de invadir ilegalmente águas próximas ao disputado Banco de Sabina, no Mar do Sul da China. As Filipinas defenderam a passagem dos EUA como trânsito legítimo em águas internacionais. Paralelamente, Taiwan registrou um impasse após uma embarcação da Guarda Costeira chinesa invadir águas restritas nas Ilhas Pratas, intensificando as tensões geopolíticas e territoriais na região.

As Forças Armadas da ‌China informaram nesta terça-feira que enviaram forças para monitorar um navio de guerra dos EUA que entrou "ilegalmente" nas águas ao redor de um banco de areia disputado no Mar do Sul da China, enquanto, mais ao norte na mesma região, Taiwan relatou um impasse com uma embarcação chinesa.

A China considera quase todo o Mar do Sul da China como seu território, apesar ⁠das reivindicações sobrepostas de Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã, sendo que as tensões recentes têm ‌sido mais acentuadas entre Pequim e Manila.

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O Comando do Teatro Sul das Forças Armadas chinesas afirmou que o USS Charleston "invadiu ilegalmente" as águas adjacentes ao Banco de Sabina, nas Ilhas ‌Spratly, sem a aprovação do governo chinês, na madrugada desta ‌terça-feira.

"A ação dos EUA viola os direitos soberanos e os interesses da China, compromete ⁠a segurança marítima e é prejudicial à paz e à estabilidade regionais", afirmou em comunicado.

"O lado norte-americano deve cessar imediatamente tais atividades."

A Marinha chinesa enviou forças para rastrear e monitorar o navio, acrescentou.

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A Marinha dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Geralmente, ela se refere a tais missões como "operações de liberdade de navegação", embora a última conhecida no Mar ‌do Sul da China tenha ocorrido há mais de um ano.

Um porta-voz militar das Filipinas afirmou que ‌o navio norte-americano "não invadiu o 'território ⁠chinês'", acrescentando que nenhuma ⁠nação tem autoridade para exigir permissão prévia para o "trânsito legítimo por águas internacionais".

No mês passado, uma embarcação da ⁠Guarda Costeira da China colidiu com um barco ‌filipino que realizava uma missão de ‌reabastecimento perto do mesmo banco de areia, segundo a Guarda Costeira das Filipinas. A China atribuiu a culpa pela colisão ao lado filipino.

China e as Filipinas, que tem um tratado de defesa mútua com os EUA, disputam a soberania sobre o Banco de ⁠Sabina e todo o arquipélago das Ilhas Spratly.

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CONFLITO NAS ILHAS PRATAS

Em um incidente separado na terça-feira, na extremidade norte do Mar do Sul da China, a Guarda Costeira de Taiwan informou que um navio da Guarda Costeira chinesa havia entrado em águas restritas perto das Ilhas Pratas, controladas por Taiwan.

A Guarda Costeira de Taiwan ‌informou que seu navio "Taichung" foi enviado para afastar a embarcação chinesa, enquanto ambos os lados transmitiam mensagens um ao outro.

O navio chinês transmitiu que "a chamada República da China não existe", ⁠referindo-se ao nome oficial de Taiwan, enquanto o navio taiwanês respondeu que "a República da China, Taiwan, é um país soberano e independente", informou a Guarda Costeira de Taiwan, acrescentando que o impasse continuava.

O Escritório de Assuntos sobre Taiwan, da China, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O escritório afirmou na semana passada que Taiwan deve "arcar com as consequências" do uso de um canhão de água pela Guarda Costeira contra um barco de pesca chinês perto das Ilhas Pratas.

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As Ilhas Pratas ficam aproximadamente entre o sul de Taiwan e Hong Kong, mas contam com pouca defesa, e a segurança é de responsabilidade da Guarda Costeira de Taiwan.

A China também vem intensificando as atividades da guarda costeira ao redor de Taiwan, inclusive na costa leste da ilha, o que tem causado preocupação nas capitais ocidentais.

A China considera Taiwan, governada democraticamente, como seu próprio território.

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