Chefe de operação anti-imigração nos EUA, Gregory Bovino é realocado após morte de enfermeiro

Mudança foi feita após agente da equipe de Bovino matar a tiros o enfermeiro Alex Pretti, em Minneapolis; Casa Branca nega

27 jan 2026 - 09h11
(atualizado às 09h57)
Resumo
Gregory Bovino, chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, foi realocado após a morte do enfermeiro Alex Pretti durante uma operação anti-imigração em Minneapolis, gerando protestos e polêmicas sobre a justificativa do incidente.
Bovino se tornou figura central dos confrontos do ICE com civis nos EUA
Bovino se tornou figura central dos confrontos do ICE com civis nos EUA
Foto: DW / Deutsche Welle

O comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Gregory Bovino, responsável por operações federais de imigração em Minneapolis, deixará o cargo de comandante em missão especial e será realocado, segundo informações da agência Reuters e do jornal The New York Times publicadas nesta segunda-feira, 26. A mudança acontece após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, que foi baleado por um agente federal durante uma ação na cidade.

Pretti foi morto durante uma abordagem de agentes de imigração há cerca de duas semanas. O caso ocorreu pouco depois da morte de outra cidadã americana em uma operação semelhante na região. Após o episódio, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o enfermeiro representava uma ameaça aos agentes. A versão foi confirmada por Bovino, que chegou a dizer, sem provas, que Pretti planejava um “massacre” contra policiais.

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De acordo com o New York Times, a decisão de retirar Bovino do comando em Minneapolis foi tomada após essas declarações. O jornal informou ainda que parte dos agentes federais que foram enviados para a cidade deve começar a deixar a região nesta terça-feira, 27. A revista The Atlantic afirma que Bovino pode retornar à Califórnia, onde ocupava um cargo anterior e estaria próximo da aposentadoria. A Casa Branca, no entanto, nega que ele tenha sido afastado e afirma que o agente segue como uma “peça fundamental” da equipe do ex-presidente Donald Trump.

A morte de Pretti provocou protestos contra as operações anti-imigração e críticas de autoridades locais. O Departamento de Segurança Interna sustenta que o enfermeiro estava armado e sacou a arma, justificando os disparos. Essa versão é contestada por uma análise em vídeo feita pelo New York Times, que não encontrou indícios de que Pretti tenha sacado uma arma ou de que os agentes soubessem que ele estava armado.

O governador de Minnesota, Tim Walz, definiu as imagens como “revoltantes” e afirmou que o estado não confia no governo federal para conduzir a investigação. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, questionou quantas pessoas ainda precisarão morrer para que as operações federais de imigração na cidade sejam encerradas.

Fonte: Portal Terra
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