Chefe de direitos humanos da ONU afirma que Irã executou pelo menos 56 pessoas desde março

5 ago 2026 - 08h13

Pelo menos 56 ‌pessoas foram executadas no Irã sob acusações relacionadas à segurança nacional desde 19 de março, incluindo 27 em casos ligados aos protestos no início do ano, afirmou nesta quarta-feira ⁠o chefe de direitos humanos das Nações ‌Unidas, Volker Tuerk.

"Estou alarmado com o aumento das execuções e das sentenças de morte ‌proferidas no Irã desde ‌março, e com o fato de ⁠que a pena de morte continua sendo usada para instigar o medo entre a população e reprimir a dissidência", disse Tuerk em comunicado.

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Autoridades iranianas mataram milhares de pessoas durante ‌os protestos antigovernamentais em janeiro, a pior onda ‌de agitação interna ⁠no ⁠Irã em décadas.

Grupos de direitos humanos afirmam que o ⁠governo continuou a ‌reprimir os opositores ‌durante a guerra - desencadeada pelos ataques dos EUA e de Israel ao Irã desde o final de fevereiro.

Tuerk disse que mais ⁠de 100 pessoas correm o risco de execução por acusações semelhantes relacionadas à segurança, enquanto as execuções por crimes ligados a drogas também ‌continuam em um "ritmo alarmante".

Ele instou Teerã a suspender todas as execuções, avançar na abolição da ⁠pena de morte e manifestou preocupação com o que descreveu como falhas na garantia de julgamentos justos e do devido processo legal.

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A missão diplomática do Irã em Genebra não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Autoridades iranianas têm defendido os processos judiciais do país e o uso da pena de morte como consistentes com a legislação nacional e necessários para a segurança pública.

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