A Câmara dos EUA analisa nesta segunda-feira um projeto de lei que visa suspender a paralisação parcial do governo iniciada no fim de semana, com votação final prevista para terça-feira.
O financiamento do Pentágono, do Departamento de Transportes e de diversas outras agências expirou no sábado, devido a uma disputa sobre a aplicação das leis de imigração que complicou os esforços para aprovar uma legislação orçamentária. Até o momento, os transtornos foram mínimos, já que os trabalhadores considerados "essenciais", como militares e controladores de tráfego aéreo, permaneceram em seus postos.
Desde 1977, o governo passou por dez paralisações orçamentárias de três dias ou menos, a maioria das quais teve pouco impacto prático, segundo o Serviço de Pesquisa do Congresso. Ao contrário da última paralisação, que durou um recorde de 43 dias em outubro e novembro de 2025, espera-se que esta seja breve.
Um acordo que restauraria o financiamento e permitiria aos legisladores continuarem a negociar táticas de fiscalização da imigração foi aprovado no Senado por uma ampla margem bipartidária na sexta-feira, e os líderes republicanos na Câmara estão preparando o terreno para uma votação rápida na casa.
O deputado Tom Emmer, de Minnesota, o terceiro republicano mais importante da Câmara, disse que a casa deve votar o acordo na terça-feira. Uma comissão da Câmara deve analisar o acordo de gastos hoje, e o debate pode se estender até tarde da noite.
A aprovação não é garantida.
Os republicanos controlam a Câmara por uma margem estreita de 218 a 213, e os democratas conquistarão mais uma cadeira quando seu membro mais recente, Christian Menefee, do Texas, tomar posse.
Alguns deputados democratas se opuseram ao acordo de financiamento, acertado entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seus colegas no Senado, argumentando que ele deveria dar mais tempo para se negociar novos limites aos agentes federais de imigração.
Agentes do Departamento de Segurança Interna mataram dois cidadãos norte-americanos em Minnesota no mês passado, provocando indignação generalizada.
Alguns republicanos da ala direita do partido também podem apresentar objeções.