O advogado da brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida na Itália como a "louva-a-deus de Parabiago", afirmou nesta terça-feira (16) que sua cliente ficou surpresa com a sentença de prisão perpétua proferida pelo Tribunal de Justiça de Busto Arsizio.
Adilma recebeu a pena por ter assassinado o companheiro, Fabio Ravasio, em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, na província de Milão. Na ocasião, o italiano foi atropelado e morto em um crime que inicialmente parecia ter sido um acidente de trânsito.
No entanto, segundo o Ministério Público, a mulher orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado, avaliado em cerca de 3 milhões de euros.
"Conversei com minha cliente. Ela está surpresa com a sentença de prisão perpétua porque sempre manteve sua inocência, e nós também acreditamos nisso. Já recebemos a autorização para recorrer da sentença na audiência de segunda instância; estamos apenas aguardando a fundamentação", declarou Mattia Fontanesi, advogado de Adilma.
O representante da brasileira acrescentou que ela está "preocupada" e revelou que sua cliente não esteve presente no tribunal italiano no momento da leitura do veredicto.
Adilma era a principal ré no processo e agiu ao lado de sete cúmplices: Marcello Trifone (seu marido no papel), Igor Benedito (filho da brasileira) e Massimo Ferretti (ex-amante), além de Fabio Oliva, Mirko Piazza, Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi. Todos eles foram condenados pelas autoridades italianas.
O filho da brasileira, que dirigia o veículo que atropelou Ravasio, recebeu 23 anos de prisão, enquanto Ferretti, ex-namorado da criminosa, foi condenado a 24 anos de cadeia. Piazza e Oliva receberam 14 anos de prisão, enquanto Daibi foi condenado a 22 anos. Lavezzo e Trifone, por sua vez, receberam a mesma pena de Adilma.