Brasileira condenada à prisão perpétua na Itália diz estar surpresa com sentença

Adilma Pereira pegou pena por orquestrar assassinato do próprio companheiro

16 jun 2026 - 15h25
(atualizado às 15h33)

O advogado da brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida na Itália como a "louva-a-deus de Parabiago", afirmou nesta terça-feira (16) que sua cliente ficou surpresa com a sentença de prisão perpétua proferida pelo Tribunal de Justiça de Busto Arsizio.

Adilma Pereira pegou pena por orquestrar assassinato do próprio companheiro
Adilma Pereira pegou pena por orquestrar assassinato do próprio companheiro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Adilma recebeu a pena por ter assassinado o companheiro, Fabio Ravasio, em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, na província de Milão. Na ocasião, o italiano foi atropelado e morto em um crime que inicialmente parecia ter sido um acidente de trânsito.

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No entanto, segundo o Ministério Público, a mulher orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado, avaliado em cerca de 3 milhões de euros.

"Conversei com minha cliente. Ela está surpresa com a sentença de prisão perpétua porque sempre manteve sua inocência, e nós também acreditamos nisso. Já recebemos a autorização para recorrer da sentença na audiência de segunda instância; estamos apenas aguardando a fundamentação", declarou Mattia Fontanesi, advogado de Adilma.

O representante da brasileira acrescentou que ela está "preocupada" e revelou que sua cliente não esteve presente no tribunal italiano no momento da leitura do veredicto.

Adilma era a principal ré no processo e agiu ao lado de sete cúmplices: Marcello Trifone (seu marido no papel), Igor Benedito (filho da brasileira) e Massimo Ferretti (ex-amante), além de Fabio Oliva, Mirko Piazza, Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi. Todos eles foram condenados pelas autoridades italianas.

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O filho da brasileira, que dirigia o veículo que atropelou Ravasio, recebeu 23 anos de prisão, enquanto Ferretti, ex-namorado da criminosa, foi condenado a 24 anos de cadeia. Piazza e Oliva receberam 14 anos de prisão, enquanto Daibi foi condenado a 22 anos. Lavezzo e Trifone, por sua vez, receberam a mesma pena de Adilma.

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