Braço armado do Hamas diz que pedidos de desarmamento são inaceitáveis

5 abr 2026 - 14h03

O braço armado do Hamas ‌disse neste domingo que discutir o desarmamento do grupo antes que Israel implemente totalmente a primeira fase do cessar-fogo em Gaza, mediado pelos Estados Unidos, era uma tentativa de dar continuidade ao ⁠que chamou de genocídio contra o povo palestino.

Em uma ‌declaração televisionada, o porta-voz do braço armado do Hamas, Abu Ubaida, disse que não seria ‌aceito levantar a questão das ‌armas "de maneira grosseira".

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A questão do Hamas abrir ⁠mão de suas armas é um grande obstáculo nas negociações para implementar o plano "Board of Peace" (Conselho de Paz) proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza, com o objetivo de consolidar um ‌cessar-fogo que interrompeu dois anos de combates em ‌grande escala em ⁠outubro passado.

O ⁠Hamas disse aos mediadores que não discutirá o desarmamento sem ⁠garantias de que ‌Israel sairá completamente de ‌Gaza, disseram três fontes à Reuters na semana passada.

"O que o inimigo está tentando fazer hoje contra a resistência palestina, por meio de ⁠nossos irmãos mediadores, é extremamente perigoso", disse ele.

Ele disse que as exigências de desarmamento "não passam de uma tentativa aberta de continuar o genocídio contra nosso povo, algo ‌que não aceitaremos em nenhuma circunstância."

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Não ficou imediatamente claro se os comentários equivaliam a uma rejeição ⁠formal do plano de desarmamento apoiado pelos EUA, e as autoridades políticas do Hamas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

A guerra entre o Hamas e Israel em Gaza eclodiu depois que combatentes liderados pelo Hamas realizaram ataques transfronteiriços no sul de Israel, provocando uma ofensiva israelense devastadora que deslocou grande parte da população de Gaza e deixou o enclave em ruínas.

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