Uma família do Reino Unido iniciou uma campanha de arrecadação após descobrir que a filha, a bebê Macey-Mai, de 10 meses, nasceu com uma rara marca que apresentou alteração cancerígena. O caso foi identificado após exames realizados no hospital Great Ormond Street Hospital, onde a criança é acompanhada desde 2025.
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A menina nasceu com nevo melanocítico congênito gigante (GCMN), uma condição rara caracterizada por uma malformação benigna semelhante a tumor. Ela é causada por falhas no desenvolvimento das células de pigmentação.
A marca em Macey-Mai cobre grande parte do corpo, incluindo costas, braços, pernas, couro cabeludo e laterais do abdômen.
Em agosto de 2025, médicos removeram sete lesões da maior área afetada para análise laboratorial. Após meses de espera pelos resultados, a família recebeu a confirmação de que uma das amostras apresentava células malignas. Com isso, há risco de evolução para um quadro mais grave.
A mãe da criança relatou à Southwest News Service que, embora a condição possa evoluir para câncer, isso costuma ocorrer apenas na vida adulta. Ainda assim, ela segue preocupada com a saúde da filha. "Nunca dizem que se pode nascer com isso, então é devastador saber que este é o caso", disse Katelyn Clarke, de 23 anos.
Desde então, Macey-Mai precisa ser monitorada diariamente, com registros fotográficos e observação de qualquer alteração na pele, como mudanças de tamanho ou sangramentos. Além disso, a sensibilidade da pele exige cuidados especiais, incluindo o uso de roupas adaptadas para reduzir o desconforto.
A rotina da família também foi afetada pelas constantes viagens a Londres para consultas médicas. Com outros dois filhos, os pais relatam dificuldades para equilibrar a vida familiar e os custos do tratamento. Até o momento, a campanha online criada pela mãe já arrecadou cerca de £20 mil (cerca de R$ 118 mil) para ajudar nas despesas e garantir a continuidade do acompanhamento médico da criança.